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2018 começa quente

Publicado em: 12 de fevereiro de 2018 às 08h44
Coluna Esporte

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 10/02/2018) - Edição 1935

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! Foram dados os primeiros passos para o começo da temporada de 2018. Uma reunião entre os presidentes dos clubes e organizadores de futebol de  Arcos foi praticamente decisiva para definir o ano vigente. Em pauta estava a discussão sobre o número excessivo de jogadores de cidades  vizinhas em torneios realizados em Arcos, um assunto que sempre esteve evidente em nosso futebol de campo e que nunca conseguiu emplacar uma decisão unânime. Com isso, me parece que tudo irá continuar como antes, ou seja, nada mudará e teremos total liberdade de comparecer aos estádios e assistir a uma legião de jogadores de outras cidades e até mesmo de outros estados.

Mas a receita parece que caiu no gosto do torcedor e os desportistas começaram a se adaptar a esta realidade do nosso  futebol de campo,  têm até mesmo seus ídolos. No Ypiranga os irmãos Marcone e Nem  são unanimidade entre os torcedores do time azul, assim como o centroavante Yercles.  No Associação, o nome do arqueiro Tiago Belarma ficou evidenciado no ano passado devido às suas grandes atuações. Foi um arqueiro que deixou marcas positivas e foi o menos vazado do municipal de 2017, com apenas 5 gols sofridos em nove jogos. O Cazanga é um exemplo de que a receita é espetacular. Com um time praticamente de atletas oriundos de cidades  vizinhas, conseguiu emplacar o seu primeiro título municipal.

Os torcedores ficaram maravilhados com o futebol de Gibi, Paraíba e Africano,  que juntos foram o ataque mais positivo do ano passado. Já o Santana, que ficou com o vice-campeonato, também sentiu que uma equipe completamente de jogadores  de cidades vizinhas costuma fazer a diferença. Mas os derrotados sempre são contra esse sistema de regulamento, no qual permite que se  forme uma equipe inteira para disputar um único campeonato.

Esse assunto sempre foi polêmico. Essa discussão começou ainda na década de 1990, quando essa mesma metamorfose acontecia a passos largos e muitos alertavam para os iminentes perigos ao futuro de nosso futebol. Aqueles que alertaram foram ignorados e atualmente os organizadores têm o ato democrático de ouvir as partes envolvidas antes de tomar uma decisão, e isso é importante. Portanto, vamos aguardar os próximos capítulos desta novela que promete muita adrenalina nos bastidores do futebol arcoense. Quem viver, verá!

 

Ypiranga

No ano passado o Ypiranga Esporte Clube resolveu apostar em uma equipe de jovens jogadores de Arcos, na categoria aspirante, e tudo deu certo. Os 'azuis' conquistaram o municipal da categoria aspirante e foram devidamente reconhecidos pela coragem da aposta. Vamos observar se o Ypiranga continuará apostando e acreditando nesses jovens promissores do nosso futebol campo.

 

Campeonato Municipal da Categoria de Base

Está confirmado para este primeiro semestre o "charmoso" Campeonato Municipal da Categoria de Base, que deve reunir as equipes do Associação, Vila, Ypiranga e talvez um convidado. Esta será a oitava edição do torneio que é considerado o campeonato da família arcoense. Fato lamentável é a provável ausência do Social Esporte  Clube, que é um dos gigantes do nosso futebol de campo. Porém, o municipal da categoria de base irá abrir a temporada de 2018.

Coluna Esporte por Marlon Santos

E-mail: marlonsantos@jornalcco.com.br