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Como lidar com a dor crônica

Publicado em: 21 de maio de 2018 às 08h23
Saúde

(Artigos publiados pelo Jornal CCO impresso em 12/05/2018) - Edição 1948

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

A dor é um mecanismo que possuímos para nos avisar de que algo de errado está acontecendo em nosso corpo. Chamamos a dor de CRÔNICA quando dura várias semanas, meses ou anos, com resposta insatisfatória ao tratamento. Cerca de um terço dos brasileiros refere que a dor crônica compromete seriamente sua capacidade para o trabalho e até mesmo para atividades habituais e domésticas. Quando é devidamente diagnosticada e tratada, a dor crônica pode ser tolerável sem comprometer de forma severa a qualidade de vida dos pacientes.

Abuso de analgésicos e antiinflamatórios:

Na tentativa de amenizar a dor crônica, muitos pacientes acabam utilizando de forma abusiva diversos medicamentos. Esta prática piora o quadro de dor porque pode levar a um fenômeno conhecido como ‘efeito rebote’: corresponde à piora da dor com o uso excessivo de analgésicos. Os antiinflamatórios trazem ainda sérios riscos de complicações como gastrite, úlcera, sangramento gastrintestinal, aumento de pressão arterial, infarto, derrames, hepatite medicamentosa, perda de função renal (em alguns casos necessitando hemodiálise).

O uso dessas medicações sob supervisão médica, na dose e pelo tempo corretos é seguro e pode fazer parte do tratamento.

Tratamento e recomendações:

Todas as especialidades médicas lidam com a dor. Existe portanto a necessidade de uma avaliação clínica bem feita antes de se iniciar um tratamento específico. As principais causas de dor são problemas ortopédicos (coluna, joelho, quadris, musculares, tendinites), reumatismos (artrites, osteoartroses, entesites), doenças da circulação, problemas hormonais e metabólicos (diabetes, ácido úrico, tireoide), doenças neurológicas (neuropatias), síndrome de fadiga crônica, exercícios físicos excessivos, sobrecarga de trabalho, estresse, deficiência de vitaminas, má postura, sono inadequado, problemas psiquiátricos e psicológicos, efeitos de medicamentos, dentre vários outros.

As principais recomendações são:

· Exercícios físicos regulares: aumentam a resistência do organismo e melhora a tolerância à dor. Impedem ainda o agravamento da dor e têm efeito analgésico na maioria dos casos. O médico nesses casos vai orientar o melhor tipo de exercício ou tratamento complementar (hidroginástica, fisioterapia e pillates, por exemplo).
· Dieta balanceada: a falta de alguns nutrientes reduzem a resistência do organismo e pioram problemas musculares, neurológicos e ósseos, como é o caso da falta de vitamina D, complexo B, ferro e cálcio. Abandonar o tabagismo e bebidas alcoólicas (não apenas reduzir!) é fundamental para uma boa resposta no tratamento.
· Controle do peso: pessoas obesas estão mais predispostas a problemas ortopédicos. Pequenas perdas de peso já são suficientes para melhorar a capacidade para o trabalho e reduzir quadros dolorosos.
· Controle do estresse: ansiedade, estresse e depressão estão entre as maiores causas de dores no corpo, enxaqueca e fraqueza geral. O controle desses fatores é fundamental para a redução dos quadros dolorosos.
· Sono adequado: é durante o sono que as funções metabólicas e imunológicas de nosso organismo são restauradas, aumentando a resistência para o trabalho e controlando doenças. Técnicas de relaxamento como yoga e acupuntura  podem ajudar.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468