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Diabetes e o risco de cegueira

Publicado em: 19 de fevereiro de 2018 às 08h33
Saúde

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 10/02/2018) - Edição 1935

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Uma das complicações mais temidas do diabetes mal controlado consiste no dano da retina dos olhos. A retina é uma membrana que recobre a região do fundo do olho, responsável pela formação das imagens. O excesso de glicose no sangue, associado ao colesterol e pressão arterial elevados, prejudica a circulação nos olhos, danificando a retina. Esse processo, conhecido por retinopatia diabética, é hoje a principal causa de cegueira adquirida no Brasil, e uma das principais causas de incapacidade para o trabalho. Todo paciente diabético deve conhecer os sintomas da retinopatia diabética, e as formas de prevenção.

Quais os sintomas da Retinopatia Diabética?

A retinopatia, no início, não provoca sintomas e não altera significativamente a capacidade de enxergar. É aí que mora o perigo. O paciente, na maioria das vezes, só vai notar alguma alteração quando a retina já está bastante comprometida. Muitos pacientes, quando descobrem a retinopatia, já necessitam de tratamento cirúrgico.  

Em alguns casos, o paciente pode perceber visão manchada ou embaçada. Pode às vezes perceber “linhas” passando de um lado para o outro, atrapalhando a visão.

Em casos mais graves, o primeiro sintoma que o paciente vai ter é a cegueira súbita, devida ao descolamento da retina. É um processo muitas vezes irreversível, causando cegueira permanente.

Como se previne a Retinopatia Diabética?

O passo mais importante é o controle rigoroso do diabetes, associado ao controle de outros fatores de risco como colesterol alto, hipertensão arterial e suspensão do tabagismo. Existem medicamentos que podem retardar a perda da visão ou estabilizar o dano já formado. No entanto, o ideal é não deixar a retinopatia atingir um estágio avançado. Por isso a prevenção é tão importante.

Todo paciente diabético deve realizar anualmente o exame conhecido como FUNDOSCOPIA, ou Exame de Fundo dos Olhos, para avaliar a situação da retina. Esse exame é obrigatório, mesmo que o paciente não esteja sentindo alterações. É a única forma de se detectar as alterações iniciais da retinopatia para que se tomem providências.

Dependendo da situação pela fundoscopia, podem ser necessários outros exames, como Mapeamento de Retina (Angiofluoresceína), e tratamento com Aplicações de Laser (Fotocoagulação a Laser).

O resultado do tratamento vai depender do tempo que o paciente demorou em procurar avaliação. Quanto mais precoce a busca do tratamento, maiores as chances de se recuperar a visão e impedir a cegueira.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468