Vende-se Apartamento

Diretor ou torcedor?

Publicado em: 04 de junho de 2018 às 08h42
Coluna Esporte
Diretor ou torcedor?

Roldão de Sena foi um exemplo de diretor e sempre administrou o Associação com coerência

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 02/06/2018) - Edição 1951

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! O mundo do futebol é cheio de vaidades e cada um tenta ser melhor que o outro, mesmo que custe um preço alto. No futebol profissional temos diversos exemplos de diretores que tratam o seu clube como se estivesse na condição de torcedor. Para conquistar os títulos e se engrandecer perante a mídia e posteriormente aos torcedores aliados, vale de tudo! No Rio de Janeiro, os clubes estão à beira da falência, e mesmo assim insistem em contratar medalhões para satisfazer seus egos. A infraestrutura dos clubes cariocas pode ser considerada arcaica, e os estádios particulares estão praticamente ultrapassados, porém, isso não tem importância para os mandatários dos clubes cariocas. Vencer o rival é o suficiente para que possam se manter vaidosos perante todos e a tudo. Já em São Paulo, o caminho de alguns clubes é diferente, afinal, o Santos e o São Paulo têm uma estrutura invejável e se dedicam arduamente às suas categorias de base. O Corinthians e o Palmeiras vivem da ilusão de conquistar o mundo, e pouco importa a situação financeira do clube. No estado de Minas Gerais, o Atlético contratou grandes jogadores e conquistou a Copa do Brasil e a Libertadores. O torcedor se encheu de orgulho, mas a atual realidade dos alvinegros demonstra que foi apenas uma ilusão. O Cruzeiro está atualmente com um grupo de atletas do mais alto nível, porém, pode acontecer a mesma situação do seu arquirrival, ou seja, se esbaldar em glórias e depois afundar em uma crise sem precedentes. Todas as vaidades costumam  ter um preço alto. Vamos acompanhando aos poucos a história de cada clube e o preço de sua luta pelas glórias.

 

Futebol amador

No futebol amador também temos esses estilos de mandatários, que a todo custo tentam derrubar os rivais e mostrar sua força. A maioria esquece que o clube precisa se reestruturar e manter as finanças em dia. O título é importante para que o escrete seja respeitado, mas uma boa administração não se resume em títulos, e sim, em planejamento para o futuro. Fica ao leitor a sua opinião sobre o assunto e que cada um tenha a sua conclusão.

Coluna Esporte por Marlon Santos

E-mail: marlonsantos@jornalcco.com.br