Vende-se Apartamento

Dois grandes goleiros

Publicado em: 16 de novembro de 2020 às 09h46
Coluna Esporte

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 13/11/2020) - Edição 2077

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! Se tem uma posição ingrata no futebol, podemos afirmar que é a de goleiro, pois é dele toda a responsabilidade da conquista de uma vitória e, posteriormente, de um título, como  também lhe é atribuída a derrota e, posteriormente, a chance de ser campeão. Dois atletas que atuam no futebol de Arcos e vestem duas camisas de peso devem ser testemunhas do meu relato, pois sabem como poucos o sabor da glória e os resquícios da derrota, mas mesmo assim têm seus nomes eternizados no futebol de Arcos e região. Paulo Henrique, ou simplesmente Paulinho, é um dos grandes goleiros que atuam no futebol amador de Arcos, e foi responsável direto por alguns títulos do Associação. Paulinho é referenciado pela torcida alvinegra e deixou marcas positivas. Outro que não deixa de ser esquecido pela torcida do Ypiranga é o arqueiro Tiago Belarma, que impõe respeito debaixo das traves; o torcedor celeste também tem uma grande admiração por Belarma. Dois nomes que simbolizam a dura missão de defender uma equipe e que conseguem atuar com uma maestria descomunal, algo que poucas pessoas conseguem ao longo de suas carreiras. Mas o esporte é dessa forma e jamais mudará seu estilo. De herói a vilão é questão de segundos e, assim, vai se conduzindo esse esporte maravilhoso que empolga até mesmo o leigo. Concorda?

 

Desafio solitário

Se tem um atleta que fica solitário dentro das quatro linhas, esse é o goleiro. Ele faz parte de um show onde os heróis são aqueles que se sobressaem. Jogar debaixo das traves e tentar evitar a derrota são coisas rotineiras na vida do arqueiro. Torna-se herói ou vilão em questão de poucos minutos. Uma defesa quase impossível no último minuto de jogo é o suficiente para consagrar aquele atleta que está entre 'a cruz e a espada'. Porém, não conseguir defender uma bola e, posteriormente, sacramentar a derrota de sua equipe pode ser sinônimo de culpa. Ninguém dentro das quatro linhas fica tão apreensivo como um goleiro, pois é dele grande parte da responsabilidade pelo resultado de uma partida de futebol. Ser goleiro é praticar o impossível, tentar vencer sempre e com muita garra.

 

Sem futebol

Estamos chegando ao final de 2020 e tendo certeza de que não teremos futebol de campo em Arcos, este fato se deve à pandemia. Infelizmente, temos que reconhecer que não tem condição alguma de voltar a rolar a bola em nossa cidade, pois é muito arriscado e vidas estão em jogo. O ano de 2019 foi um ano a se lamentar em se tratando de futebol em Arcos. Tivemos a realização do Campeonato Arcoense de Futebol, que foi disputado apenas com a categoria titular, e com pouca presença de público nos estádios. Até mesmo o clássico da semifinal entre Associação e Ypiranga não conseguiu atrair o torcedor. O jogo final entre o Vila e Ypiranga, que foi disputado no estádio Juca Pequeno, ainda salvou o torneio em se tratando de público. Mas, realmente, o Campeonato Arcoense de Futebol foi uma lástima e não deixou saudades. Que venha novos tempos!

 

Mudanças internas e maior identificação: os quatro meses do novo gestor na base do Cruzeiro

O processo de reestruturação do Cruzeiro está intenso no ano de 2020, não apenas na equipe profissional, mas também nas categorias de base do clube. Em junho deste ano, o presidente Sérgio Santos Rodrigues anunciou a chegada de Gustavo Ferreira para ocupar o cargo de diretor executivo da base cruzeirense. De lá pra cá, o novo dirigente promoveu uma série de alterações, desde a parte administrativa até o campo.

Coluna Esporte por Marlon Santos

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