Animalis

Expectativas

Publicado em: 29 de novembro de 2021 às 08h22
Coluna Esporte

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 27 de novembro de 2021) Edição 2130

Existe uma grande expectativa no que se refere ao futebol de campo em Arcos e até mesmo na região. Mas o que chama a atenção é quando o assunto é categoria de base, pois tivemos momentos em que os estádios recebiam um grande número de torcedores para apreciarem o futebol dos garotos promissores de nossa cidade. Porém, a Administração Municipal anterior não deu continuidade ao trabalho com as categorias de base; e com isso perdemos no que se refere à formação de atletas para as equipes principais do nosso futebol. Nos bastidores da atual Administração Municipal, nota-se que existe uma grande preocupação para que tenhamos de volta os garotos aos gramados. Obviamente que é um bom sinal e podemos acreditar em dias melhores para nosso futebol de campo, desde que realmente haja interesse em investir na base do nosso futebol. O tempo irá mostrar se realmente teremos de volta o tradicional campeonato municipal da categoria de base e, assim, retornar com os momentos de alegria em nossos gramados. Mas é preciso ter muita calma neste momento, para que não haja atropelos em um futuro próximo e que realmente tudo volte ao normal e tenhamos muita bola rolando em nossos gramados, afinal, o torcedor deseja retornar aos estádios e nada melhor que iniciar o ano com a garotada rolando a bola. Concorda?

Vergonha cruzeirense
O jogo contra o Sampaio Correa resume o atual momento do Cruzeiro, pois a equipe celeste jogou apenas para se manter na segunda divisão, teve o Sampaio Correa como um amigo e realizaram um jogo de compadres. Ambos precisavam de um empate para se garantirem na segundona do próximo ano. Vergonhosa a atitude de ambas as equipes que ficaram justamente com um empate em um a um. Triste realidade cruzeirense, que a cada ano parece ter pioras e não se observa sequer uma reação da diretoria. No próximo ano não se pode dizer que teremos uma equipe do Cruzeiro com um poderio de competitividade superior aos anteriores. Nada de novo acontece no time da Toca da Raposa, tudo se resume à mesmice de sempre. Não se consegue imaginar um Cruzeiro que irá lutar para tentar voltar à elite do futebol. Mediocridade de todos os lados e nada de novidade. Parece que se acostumaram com a segunda divisão e a cada ano que se passa a situação tende a piorar. Triste realidade!

Orgulho americano
O América mineiro, atualmente, tem merecido todos os elogios da impressa brasileira. Com um time competitivo, vai aos poucos mostrando o seu real valor perante o seu torcedor e demais amantes do futebol. Os americanos sonham alto e querem alcançar melhores resultados, esse é o objetivo mais claro dos jogadores e da diretoria. Aliás, a diretoria americana deu um exemplo de como administrar um clube com poucas condições financeiras e acertou em cheio em não deixar o atacante Ademir se transferir para outro clube durante o brasileirão. O argentino Zarate também foi uma aposta que deu resultado positivo e acrescentou qualidade no ataque americano. Na verdade, foram diversos fatores que devem ser acrescidos na bela campanha do América durante o brasileirão. Cada um que contribuiu com o sucesso da equipe tem seus méritos, mas a diretoria foi a grande responsável pelo sucesso do América ao acertar nas suas escolhas e, agora, colhe os frutos.

O árbitro e seus momentos de incertezas
Talvez não tenha uma profissão mais ingrata dentro das quatro linhas comparada à profissão de ser um árbitro de futebol. Obviamente que todos que atuam no futebol são considerados profissionais, sendo assim, a arbitragem também é uma profissão. Quando se inicia uma partida de futebol, o mais visado é o árbitro, pois é dele a decisão final de um lance que pode definir uma partida. Seus auxiliares, em sua maioria, costumam se posicionar próximos ao alambrado e sentem de perto a fúria dos torcedores fanáticos, que em determinados momentos extrapolam em suas cobranças. Mas o árbitro fica entre a torcida e os atletas e em questão de minutos tem que definir o lance. Imagino que os 90 minutos tiram o sono de muitos profissionais do apito. Vejo de perto a atuação de muitos árbitros e chego à conclusão de que seus erros não são intencionais, afinal, são pessoas dignas e que têm o meu respeito. Porém, o torcedor pensa de outra forma e sempre tem a certeza que o erro foi proposital e que tudo foi um plano muito bem arquitetado. O torcedor vitorioso esquece todos os erros cometidos durante os 90 minutos, mas o derrotado tem que achar um culpado e o vilão sempre é o árbitro. Aliás, a nossa vida é sempre assim, temos que encontrar um culpado pelos nossos erros e no futebol não seria diferente. Não admitimos que somos passíveis de erros e queremos encontrar um vilão. Durma com um barulho desse!

Coluna Esporte por Marlon Santos

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