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GINECOMASTIA: o aumento das mamas em homens

Publicado em: 04 de dezembro de 2017 às 08h42
Saúde

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 25/11/2017) - Edição 1924

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

O aumento das glândulas mamárias em homens é chamado de ginecomastia. Na adolescência isso é comum, muitas vezes se iniciando em apenas um lado para depois atingir também a outra mama. Nessa fase da vida, a ginecomastia é considerada normal e desde que não atinja volumes exagerados e não seja muito dolorosa, não há necessidade de tratamento. No entanto, quando aparece no homem já adulto, na maioria das vezes indica um problema hormonal que precisa ser investigado.

Causas

Na adolescência é provocada pelo aumento dos níveis de hormônios sexuais. O tecido mamário é sensível a esses hormônios e acaba se hipertrofiando. No final da adolescência, o tecido mamário fica menos responsivo aos hormônios sexuais e reduz gradativamente de tamanho.

No homem adulto, pode ser provocado por medicamentos (diuréticos, antifúngicos, hormônios), ingestão excessiva de produtos da soja (rica em hormônios semelhantes ao estrogênio feminino), disfunção e tumores em diversas glândulas (hipófise, testículos, tireoide). Algumas dessas disfunções e tumores glandulares podem colocar a vida em risco. Por isso a ginecomastia deve sempre ser avaliada.

Tratamento

O primeiro passo é saber se existe apenas ginecomastia ou se existe lipomastia. Lipomastia é o acúmulo de gordura nas mamas, sem haver aumento real das glândulas mamárias. O tratamento nesses casos envolve perda de peso, exercícios de musculação e, se necessário, cirurgia. A lipomastia tem apenas preocupação estética, não está relacionada a doenças mais sérias.

Afastada a lipomastia, o passo seguinte é realizar exames hormonais específicos para se descartar doenças endocrinológicas. O tratamento vai depender de cada caso e pode envolver uso de medicações especificas, cirurgia e radioterapia. Muitas vezes a correção do distúrbio hormonal é suficiente para resolver a ginecomastia. Os casos persistentes tanto em adultos quanto em adolescentes podem necessitar de cirurgia plástica. No caso de ginecomastia puberal (a dos adolescentes), o tratamento medicamentoso precoce evita necessidade de procedimentos cirúrgicos na maioria dos casos.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468