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Memória fraca: quando preocupar?

Publicado em: 26 de fevereiro de 2018 às 10h02
Saúde

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 17/02/2018) - Edição 1936

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Uma queixa relativamente frequente, a memória fraca é uma condição que traz insegurança. Todo esquecimento, quando fora do habitual da pessoa, é motivo de intensa preocupação. Pesquisas apontam 70% dos idosos com algum grau de dificuldade de memória, porém apenas em metade desses casos há prejuízo nas atividades diárias. O que se tem observado é que também entre os jovens essa tem sido uma queixa cada vez mais frequente.

Causas de memória fraca:

Várias condições podem interferir no processo de formação da memória. Tudo aquilo que torna o indivíduo incapaz de prestar atenção prejudica a fase de REGISTRO da memória. Com isso, as informações não chegam direito ao cérebro, e a pessoa não grava adequadamente a informação. É o que acontece com pessoas deprimidas, ansiosas, estressadas, atarefadas. Várias medicações (calmantes) e várias drogas também afetam a fase de registro, além de diversas doenças (isquemia, esclerose, doenças hormonais, desnutrição, anemias, falta de vitaminas, etc).

Em idosos, há a necessidade de uma atenção especial pelo risco de demências. A principal causa de demência é a doença de Alzheimer. A evolução da doença pode apresentar distúrbios de comportamento, como depressão, agitação, delírio, alucinação, atitudes inadequadas, perda de crítica e outros sintomas.

Situações de alerta:

Quase todas as pessoas passam por momentos em que a memória fica um pouco mais fraca, muitas vezes em decorrência de cansaço. No entanto, existem alguns sinais que indicam que pode se tratar de problema mais sério, tanto em jovens quanto em idosos. Os principais sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação médica são:

·Memória fraca acompanhada de outras dificuldades neurológicas, como falar, andar, manusear objetos, escrever.
·Incapacidade de reconhecer pessoas ou objetos, e não apenas esquecimento do nome
·Sintomas psíquicos como tristeza persistente, isolamento, ansiedade intensa, fobias, sensação de pânico, agressividade, alucinações.
·Memória fraca que persiste por vários dias, ou que vem piorando com o tempo.
·Memória tão fraca a ponto de prejudicar nas atividades diárias, como estudo, trabalho, relacionamentos ou que causam acidentes em casa.
·Presença de sintomas físicos: sonolência excessiva, fraqueza, alterações do peso, taquicardia, dormências.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468