Agropecuária Teixeira e Silva

PAZ EM MEIO AS AFLIÇÕES

Parte 2

Publicado em: 16 de agosto de 2021 às 14h51
Identidade Presbiteriana

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 07 de agosto de 2021) Edição 2114

A pandemia do Covid-19 nos alertou que estamos vivendo num mundo sombrio, obscuro e marcado pela maldade humana, porém, para os cristãos, que vivem pela fé e dependência de Deus, tudo neste mundo é passageiro, porque estamos numa incrível jornada, uma caminhada rumo ao Paraíso Celestial, por isso devemos lembrar que todo cristão irá passar por sofrimentos, tristezas e desilusões, todos passam pelo vale da sombra da morte. O Salmo 23 foi escrito pelo rei Davi, que utiliza da metáfora do pastor que cuida de suas ovelhas para descrever o cuidado pessoal de Deus com o seu povo pactual, ou seja, aqueles que fazem parte da "Aliança com Deus", porque o Deus Soberano, Todo-poderoso e Criador dos céus e terra relaciona-se com o seu povo.

O que temos no Salmo 23, é a descrição do trajeto de um rebanho sob os cuidados do seu pastor. Nessa jornada o bom pastor provê repouso em pastos verdes, descanso em águas tranquilas, restauração das forças em direção segura pelo caminho da justiça (vs. 1-3). Entretanto, a jornada não é sem obstáculos, porque neste caminho é necessário passar pelo vale, que é uma área baixa, cercada por montanhas ou colinas. No vale, a sombra das montanhas dissipa a luz, tirando das ovelhas toda visão e senso de direção e onde as ovelhas ficam mais desorientadas e vulneráveis aos predadores, por isso, na cultura bíblica, o vale pode ser uma figura de linguagem que refere-se a condição de angústia, humilhação, sofrimento e solidão. Na jornada da vida, todos passam pelo vale, mas o que fará toda a diferença é com quem estamos caminhando, quem está nos guiando através do vale. Davi diz que o SENHOR Deus é o seu Pastor, ele fazia parte do rebanho de Deus, e mesmo no vale da sombra da morte, há comunhão com Deus, sendo possível encontrar paz, segurança e consolo no vale, pois, como diz o salmista Davi, o Supremo Pastor "está comigo".

Este salmo ilustra que o pastor trazia em uma das mãos uma vara, onde o bom pastor batia amorosa, mas firmemente na ovelha prestes a se desgarrar, a fim de trazê-la de volta. Da mesma maneira o SENHOR Deus disciplina seus servos quando, em seu desespero e incredulidade, eles procuram caminhos que levam à destruição. Com esta mesma vara, numa de suas extremidades pontiagudas, o bom pastor usava como arma para defender as ovelhas e afugentar predadores prestes a devorar a ovelha desavisada. Do mesmo modo, o Supremo Pastor protege aqueles que nele confiam, a fim de que o inimigo de suas almas não lhes toque (1 Jo 3.18). Na outra mão o pastor trazia o cajado (bordão), cuja ponta arqueada (curvada), uma espécie de gancho que era usada para puxar a ovelha pela perna ou pelo pescoço para junto do bom pastor. Estando no vale da sombra da morte, não há consolo maior do que quando, sufocados pela escuridão, somos "puxados" por Deus para junto de si, porque o Senhor Deus é o BOM PASTOR, ele cuida, protege, sustenta, guarda e abençoa seu povo, mesmo em meio a tragédias.

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