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Uma igreja sensível

Publicado em: 14 de setembro de 2020 às 09h03
Identidade Presbiteriana

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 05/09/2020) - Edição 2067

Pastor Presbiteriano - Éder Henrique

No texto bíblico de Atos 20.33-38, registra que o Apóstolo Paulo estava na cidade de Mileto, conversando com os líderes da igreja em Éfeso. Ele estava com pressa a caminho de Jerusalém e tinha sido avisado pelo Espírito Santo que passaria por prisões e sofrimento. Sua urgência o fez dar orientações foram muito diretas, instruindo-os a fazerem da igreja uma instituição que se importava com os necessitados. Suas breves palavras apontam para as marcas de uma igreja sensível que é formada por pessoas trabalhadoras (vs. 33-34). O próprio apóstolo foi exemplo de alguém que trabalhou para seu sustento. As igrejas que fundou poderiam legitimamente sustentá-lo, mas sua decisão de não se utilizar desse direito era mais forte (1Co 9.6-16). Ao ter seu sustento da fabricação de tendas, Paulo desenvolveu novos relacionamentos (At 18.1-3), viveu um elevado nível de altruísmo (At 20.33-35), exercitou sua livre vontade de servir ao Senhor (1Co 9.17-18), teve autoridade superior perante questionamentos dos cristãos (2Co 11.7), fugiu de qualquer tipo de jogo eclesiástico, bajulação ou intuitos gananciosos (1Ts 2.5-9) e transformou-se em exemplo a ser seguido, principalmente àqueles que não queriam trabalhar (2Ts 3.6-12).

Uma igreja sensível compartilha com os necessitados (vs. 35-36). Paulo não visava somente sua sobrevivência. Tinha claro que o fruto do trabalho permitia o privilégio de ajudar os necessitados, jamais por constrangimento, coerção ou obrigação. Ao contrário, "cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria" (2Co 9.7). Aquele que compartilha tem o privilégio de aliviar a dor do outro, trazer conforto ao próximo, ajudar o necessitado, levantar o que está sem vigor, alimentar o faminto, dar água ao sedento, abrigar o órfão, cuidar dos velhos, amparar crianças indefesas, libertar o oprimido. A lista de oportunidades é infindável.

Uma igreja sensível desenvolve profundos laços de apreciação e amor (vs. 37-38). Aquele momento que viviam era de intensa emoção. As últimas palavras de Paulo apontam para um forte compromisso pelo interesse do outro, sua disposição de abrir mão de sua própria vida em doação ao outro e sua orientação que todos seguissem seu exemplo. O resultado foi intenso respeito e amor uns pelos outros retratado neste quadro final de choro, beijos e abraços. Devemos nos perguntar se conseguimos enxergar em nós as características apresentadas no texto acima.

Somos uma igreja que trabalha? Somos uma igreja atenta aos que passam necessidade? Somos uma igreja cujos relacionamentos interpessoais são marcados por apreciação e amor?

Identidade Presbiteriana por Igreja Presbiteriana do Brasil em Arcos

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