| Publicada em: 15/01/2012 por G1 Triângulo Mineiro às 19:49:39
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Rio São Francisco sobe 15 metros e deixa Iguatama ilhada
Órgãos de defesa social auxiliam moradores afetados pela chuva. Em vários locais a água chegou a atingir a fiação da rede elétrica
Fotos: Reprodução/Tv Integração
O Rio São Francisco, que corta algumas cidades de Minas Gerais, subiu 15 metros e várias áreas estão completamente isoladas. A Polícia Militar (PM), Bombeiros, Defesa Civil e voluntários se uniram em uma expedição para levar ajuda às comunidades ilhadas no Alto São Francisco. A situação mais crítica é em Iguatama, no Centro-Oeste, município no qual já foi decretada situação de emergência.
De acordo com o prefeito da cidade, Leonardo Carvalho Muniz, medidas estão sendo tomadas para ajudar a população. “Estamos atendendo a todas as necessidades das pessoas que ficaram ilhadas. A Defesa Civil, PM e Corpo de Bombeiros estão agindo e dando suporte para que possamos levar tranqüilidade para essas pessoas”, comentou.
Em vários locais de Iguatama a água chegou a atingir a fiação da rede elétrica. O problema é que a única forma de comunicação que as famílias ilhadas têm é o telefone rural e sem energia elétrica os aparelhos não funcionam.
Somente pescadores experientes como Domício Silva se arriscam a navegar pelas águas do São Francisco. “É perigoso porque é muito raro pegar um trecho que não tenha galhos de árvores. Temos que tomar cuidado para não bater o barco e capotar”, contou o pescador.
No percurso não é possível identificar o que é rio ou margem e em vários trechos é preciso empurrar o barco. Em alguns pontos as áreas inundadas têm três quilômetros de largura.
A tecnologia ajuda na orientação pela várzea alagada. Bombeiros utilizam um aparelho localizador.”O GPS é fundamental para saber onde estamos porque com a cheia subida do rio não dá para saber onde estamos e por isso há o risco de nos perder no leito do rio”, disse o tenente do Corpo de Bombeiros, Kroehling Moura.
Na cidade, 100 pessoas de três comunidades rurais estão ilhadas e receberam dos órgãos de defesa social alimentos, água e remédios. Há uma semana, a lavradora Celma Martins esperava por alimentos. "Veio em boa hora, a gente estava precisando e não tinha como sair de casa para comprar, não sei nem como agradecer”, disse ela.
Para que o problema não se agrave é preciso seguir algumas orientações da PM. “A população deve evitar sair próximo a pontos de alagamentos e ter paciência, pois nós estamos trabalhando em uma ação conjunta para dar assistência aos afetados pelos alagamentos", explicou o PM, Adriano Alves Costa.
Fonte informação: www.g1.com
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