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Arcos tem 5 casos de zika vírus confirmados

Publicada em: 24 de maio de 2016 às 08h55
Geral
Arcos tem 5 casos de zika vírus confirmados

Aedes aegypti

Em resposta aos questionamentos do CCO feitos na manhã de ontem (23), a enfermeira Ângela Costa, responsável técnica pelo Setor de Epidemiologia no Município, informou que foram notificados nove casos suspeitos de zika vírus em Arcos. Desse total, quatro foram descartados; dois foram confirmados por resultado laboratorial e três por clínico epidemiológico. Ou seja, até então, são cinco casos confirmados na cidade.

 

Zika é uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti. De acordo com informações do portalsaude.saude.gov.br, o vírus Zika foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em países da África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão), Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia) e Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa). Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, no início de 2014.

 

Veja, abaixo, outras informações sobre a doença que estão divulgadas no portalsaude.saude.gov.br.

 

 

Sintomas

 

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém, quando presentes, a doença zika é caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso (que se trata de erupção avermelhada na pele, com coceira), febre intermitente (que aparece de forma alternada), hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido (vermelhidão e ardor nos olhos sem infecção / não se trata de conjuntivite), artralgia (dor em uma ou mais articulações), mialgia (dor nos músculos), dor de cabeça, dor de garganta, tosse, vômitos. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após três a sete dias. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.

          

     

Transmissão

 

O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores (mosquitos). No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal (que é relativo ou que acontece durante o período compreendido entre a 28ª semana de gestação e o 7° dia de vida do recém-nascido – Fonte: www.infopedia.pt) e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

 

 

Prevenção e controle

 

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Deve-se reduzir a densidade vetorial (quantidade de mosquitos), por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito; usar telas nas janelas; manter os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos; usar repelentes; pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos.