Vende-se Apartamento

Caminhada de alunos da rede pública pelas ruas do centro da cidade chama a atenção para a inclusão de pessoas autistas

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, crianças e professores carregavam cartazes e faixas que alertavam contra o preconceito

Publicada em: 05 de abril de 2019 às 17h14
Arcos
Educação

Na manhã da última terça-feira (02), Dia Nacional da Conscientização do Autismo, a TEAcolhe (Associação de Apoio aos Pais e Familiares de Pessoas com Autismo) mobilizou as escolas da rede pública do município para uma caminhada que percorreu a Avenida Magalhães Pinto e a Rua Jarbas Ferreira Pires, com dispersão na Praça Floriano Peixoto, onde, no local, aconteceu um ato público alusivo a data.

Durante todo o percurso, alunos, educadores e pais, acompanhados da Fanfarra da Escola Estadual Vila Boa Vista, carregavam cartazes e faixas com mensagens importantes de conscientização a respeito do autismo, principalmente com frases de desconstrução do preconceito, de compreensão sobre as iniciativas de inclusão e que apontavam o contexto de realidade social das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Já, na Praça Floriano Peixoto, a organização do evento disponibilizou um som mecânico para o pronunciamento de falas dos representantes presentes nesta atividade.

Segundo publicação do Jornal Correio Brasiliense, desta última terça-feira (02), Mesmo com o esforço pela causa, as barreiras enfrentadas por pacientes e familiares ainda são grandes. A maior delas, segundo especialistas, é o preconceito. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indica que, atualmente, a cada 160 crianças, uma tem o diagnóstico positivo para autismo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 38,5 milhões de crianças de 0 a 13 anos. Ao aplicar o índice da Opas, dessas, cerca de 241 mil seriam autistas. A estimativa, contudo, é que o número seja ainda maior. Estudiosos acreditam que esse número pode chegar a 2 milhões de brasileiros. A causa para a discrepância dos dois dados é a dificuldade em se obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com a presidente da TEAcolhe, Liliam Garcia, ter uma instituição de apoio ao autista e seus familiares no município é importante para a realização de acolhimento adequada as essas pessoas. “Ficamos felizes com esta atividade de hoje, mas é necessário ressaltar que a TEAcolhe é uma associação que tem a finalidade de apoiar os familiares de pessoas com autismo e também fazemos o trabalho de levar informações para a população sobre esse transtorno que acomete um considerável número de indivíduos,” acrescentou.

Para a professora e vice-presidente da TEAcolhe, Lourdes Rabelo Gomes, a caminhada teve o objetivo de transpor as barreiras do preconceito e levar a sociedade a conhecer mais sobre o universo doa autismo. “Nossa intenção com esta caminha é justamente de conscientizar as pessoas da importância de se entender as especificidades da pessoa autista,” disse.

Já para a coordenadora da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino, Teia Marafeli, a inserção da pessoa autista na escola é fundamental para sua inclusão e o seu desenvolvimento cognitivo. “Abraçamos essa causa com muito amor por entender a importância da inclusão de pessoas autista na sociedade e salientamos, também, que na rede municipal de ensino temos vários alunos com este transtorno, os quais recebem acompanhamento dos professores especializados. Um progresso para o desenvolvimento da educação inclusiva,” ressaltou.

 

Escolas e Instituições que participaram da caminhada

TEAcolhe (Associação de Apoio aos Pais e Familiares de Pessoas com Autismo), APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionai), Escola Estadual Vila Boa Vista, Escola Municipal Dorvina Teixeira Arantes, Escola Municipal Julieta Ribeiro da Fonseca, Escola Municipal Antônio Davi Franco e Escola Municipal José Bonifácio Gonçalves.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Arcos