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Barreiras no combate aos focos do Aedes aegypti em Arcos

Cidade Nova, ‘São Pedro’ e ‘Santo Antônio’: agentes encontram dificuldades para realizar o trabalho nesses bairros

Publicada em: 01 de fevereiro de 2016 às 09h08
Geral
Cidade Nova, ‘São Pedro’ e ‘Santo Antônio’: agentes encontram dificuldades para realizar o trabalho nesses bairros

Materiais dispostos para coleta de maneira irregular, podem se tornar locais de reprodução do Aedes

Uma repórter do CCO foi até a Vigilância Epidemiológica (V.E.) do Município, no último dia 19, onde conversou com o supervisor da unidade e coordenador dos programas de endemias no Município, Geraldo Moura, para verificar quais são as dificuldades encontradas no trabalho de prevenção à reprodução do mosquito Aedes aegypti em Arcos.

 

Segundo Geraldo Moura, alguns moradores estão dificultando o trabalho dos agentes, que têm o objetivo de levar proteção para toda a família. Algumas pessoas não estão colaborando, deixando de abrir as portas e até se escondendo, fingindo não ter ninguém em casa.

 

Os lugares com maior dificuldade são os bairros Cidade Nova, São Pedro e Santo Antônio. O problema é que a equipe epidemiológica da cidade não deixará de fazer a fiscalização nessas casas onde a entrada é impedida em determinada ocasião. Segundo Geraldo Moura, os agentes terão que voltar outras vezes, até conseguirem adentrar, o que causa atraso no serviço.

 

“As pessoas precisam entender que é muito sério. Precisam perceber que é com a atitude de cada um que a gente vai conseguir resultados bons. Se não colaborarem, a gente ainda vai sofrer muito com essas doenças (dengue, zika e chikungunya). Eu como profissional da saúde tenho que continuar acreditando que isso vai acabar; mas eu como cidadão, penso que pra acabar precisa de duas coisas, uma é que tenha uma vacina eficaz para todas essas doenças ou a mudança do comportamento de toda a população”, desabafa Geraldo Moura.

 

Imóveis fechados e abandonados – Em relação aos imóveis fechados ou abandonados, a Vigilância não tem autorização judicial para que os agentes entrem, mas tem conseguido fazer visitas constantes por meio de contato com os proprietários.

 

Arcos conta com 28 agentes no combate à dengue

 

Atualmente, segundo Geraldo Moura, a V.E. conta com 28 agentes que trabalham especificamente em combate à dengue, além de três supervisores que acompanham os trabalhos. Ele afirma que, diariamente, chegam a eliminar cerca de 200 a 300 criadouros.

 

Uma das perguntas feitas pelo CCO foi se esse número, 28 agentes, é suficiente para um trabalho bem feito, levando-se em conta que no ano passado houve outra epidemia de dengue em Arcos. Segundo Geraldo Moura, no momento o número é o suficiente mediante a divisão de imóveis do manual de normas técnicas, que está dentro do calculado, de 800 a 1.000 para cada agente.a