Empreendedor 2017

Copasa já registrou mais de 430 reclamações sobre falta d’água em Arcos neste ano

A Companhia alega que a maioria das ocorrências foi decorrente de serviços de manutenção em rede

Publicada em: 22 de setembro de 2017 às 15h27
Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 16/09/2017) - Edição 1913

Depois de uma solicitação do CCO, a Assessoria de Comunicação da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) informou que desde o início do ano até o dia 1° de setembro (data de envio da informação), foram registradas 431 reclamações dos moradores de Arcos, em virtude da falta d’água na cidade. De acordo com a Companhia, a maioria das ocorrências foi decorrente de serviços de manutenção em rede.

O CCO foi informado que no mês de julho a Administração Municipal voltou a contactar a Agência Reguladora de Serviços de abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (ARSAE) e solicitou providências pertinentes ao caso.

Na última terça-feira (12), o secretário municipal de Governo, Otávio Miranda, disse ao CCO que a Administração Municipal vai começar a colocar as caixas d’água para a comunidade nos bairros que estão mais afetados, a exemplo do São Judas, Esplanada, Novo Juá.  “A Copasa já disponibilizou o caminhão pipa e nós vamos colocar as caixas d’água nas praças. Em situações mais sérias, as pessoas vão lá e vai ter água”, disse.

Em release enviado ao CCO no dia 31 de agosto, a ARSAE relatou que o Município retornou à situação de escassez hídrica em julho, devido à redução da disponibilidade de água nos mananciais operados pela Copasa, situados no Córrego das Almas e na Vargens dos Britos, que motivou a situação de vulnerabilidade no sistema.

De acordo com a ARSAE, a Copasa informou que, atualmente, o sistema de abastecimento de Arcos opera com as vazões desses mananciais (741/s) e, complementarmente, com vazões extraídas de poços profundos operados desde 03 de julho (341/s). Foi relatado que essa condição pode provocar a interrupção pontual do abastecimento em alguns momentos no dia, sendo as regiões mais altas as mais afetadas. “No bairro Olaria, por fazer parte dessas regiões altas, o abastecimento de água está sendo feito através dos poços C-04 e C-05, que já apresentaram uma redução em sua capacidade de produção. Com isso, para garantir o abastecimento mínimo à população, foram contratados cinco caminhões pipa com capacidade de 20m³”.

Desde o dia 15 de julho, segundo a Copasa, foram mobilizados caminhões pipa para o transporte de água bruta para reposição e manutenção dos níveis da captação do Córrego das Almas. A companhia divulgou que está efetivando ações que visam possibilitar o início das obras de implantação da nova captação (rio Candongas) para o sistema. As obras estão planejadas para o início de janeiro de 2018.

Perguntas sem respostas

No dia 08 de setembro, o Jornal CCO enviou mais um e-mail para a Assessoria da Copasa, com alguns questionamentos de interesse da população, porém, até o fechamento desta edição, a Copasa não se manifestou. Veja as perguntas, que por enquanto estão sem respostas.

1. Diante da solicitação do Governo Municipal de Arcos ao Judiciário, de cumprimento de liminar que determina a execução de multa diária no valor de R$ 20 mil à Copasa, por falta de abastecimento de água no município, a Justiça determinou o prazo de 15 dias para que a mesma se manifeste.  Na decisão da juíza (1º de setembro), disponível no site do TJMG, consta a seguinte determinação, dentre outras:”[...] Determino que a parte requerida se abstenha de interromper/suspender o fornecimento de água e que, em caso de dificuldade técnica, disponibilize caminhões de água potável (“caminhões pipa”) para abastecimento da população atingida do Município de Arcos [...]”.

Nos releases enviados à imprensa, geralmente a Copasa informa que está disponibilizando caminhões de água potável (caminhões pipa). No entanto, as queixas são frequentes nas redes sociais, ou seja, essa água (dos caminhões) não está chegando a todos os lugares onde há falta d’água. Essa situação vai ser resolvida?

2.  No dia 1° de setembro, a Assessoria da Copasa informou ao CCO que em 2017 foram registradas nos sistemas da empresa 431 demandas de falta d’água em Arcos. Qual o número atual (até a data de hoje?) Esse número é considerado alto?

3. Por que há falta de água em algumas regiões e em outras não? Por que as regiões altas são as mais atingidas? A tubulação que leva água às regiões altas é a mesma que é ligada na tubulação que leva água para as regiões baixas? Ou são independentes?  O que a Copasa precisa fazer para resolver o problema de falta d’água nessas regiões altas? Isso já está sendo feito?