Vende-se Apartamento

Deputado federal Rodrigo Pacheco se reúne com lideranças políticas em Arcos

Publicada em: 28 de fevereiro de 2018 às 08h43
Política

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 24/02/2018) - Edição 1937

Ao apresentar o deputado federal Rodrigo Pacheco (até então PMDB) para os convidados, na Casa de Cultura, dia 16 de fevereiro, o prefeito Denilson Teixeira disse acreditar que o trabalho dele “é pautado na ética, na transparência, no comprometimento e na coerência”.

O prefeito enfatizou que Rodrigo Pacheco teve uma participação tão importante na Câmara, que ganhou três prêmios no primeiro mandato: Diap, Congresso em Foco [entre os 10 melhores deputados do país em 2017] e o Ranking dos Políticos, no qual se classificou em primeiro lugar entre os políticos mineiros, segundo relatou o prefeito e a Assessoria do deputado.  

O vice-prefeito de Arcos, Halph Carvalho, disse que o deputado representa um nome diferente de outras lideranças políticas. “É um nome limpo, de ficha limpa, e que tem feito muito por Minas Gerais”.

 

“O deputado nunca pode se esquecer do que é a função precípua do parlamentar, que é a produção legislativa adequada para o seu país”

Rodrigo Pacheco disse que exerceu a advocacia ao longo de 17 anos e militou na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), inclusive como conselheiro estadual e federal.  

Sobre sua atuação na política, enfatizou: “Eu fiz um mandato limpo, ético e eficiente, coroado pela assunção à presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ)”. Rodrigo Pacheco ressaltou que o deputado “nunca pode se esquecer do que é a função precípua [fundamental] do parlamentar, que é a produção legislativa adequada para o seu país”.

Sobre sua potencial pré-candidatura ao Governo do Estado de Minas Gerais, atento à legislação eleitoral, ele comentou: “Não me permito fazer qualquer tipo de promessa eleitoreira, mesmo que estivéssemos em período eleitoral”.

 

Síntese da entrevista exclusiva ao CCO



CCO – O senhor foi eleito um dos 10 melhores deputados do país, na edição 2017 do “Prêmio Congresso em Foco”, que contempla os congressistas mais éticos, responsáveis e atuantes. Na prática, o que influenciou para essa conquista?

Deputado Rodrigo Pacheco: “Foi trazer para a vida pública aquilo que eu sempre tratei na minha vida privada e na minha vida profissional; a dedicação ao que fiz na OAB; o traço ético de uma atuação parlamentar equilibrada, com respeito a recursos públicos; uma atividade legislativa importante em termos de concretização de Projetos de lei, de relatorias de projetos de lei, sem esquecer da representação dos municípios, assim como a oportunidade de ser presidente da CCJ”.

 

CCO – O senhor foi favorável à Reforma Trabalhista e disse que a considera positiva. Em entrevista ao Estado de Minas, postada dia 12 de novembro/2017, o senhor teria dito, em relação à Reforma da Previdência, que se a votação ocorresse naquele dia, o senhor seria contrário. Hoje, qual sua opinião?

Deputado Rodrigo Pacheco: “De fato eu fui favorável à Reforma Trabalhista, por entendê-la fundamental e essencial para o desenvolvimento econômico do  país, sem sacrificar direitos de trabalhadores; [para] que possa ter um grau de liberalidade nas relações empregador e empregados, massacrados pela geração de desemprego enorme no Brasil, especialmente pelo governo do PT. A votação foi em razão disso, muito comprometido com o desenvolvimento do país, com a geração de empregos. Em relação à Reforma da Previdência, eu reconheço a necessidade da correção de disfunções, especialmente mordomias e excessos em carreiras que são muito privilegiadas; [correções] em distorções de aposentadorias às vezes muito precoces. Isso precisa ser corrigido, sob pena de a Previdência Social quebrar e levar junto o país, mas a reforma apresentada pelo Governo [inicialmente] foi equivocada naquele momento. Foi muito mal trabalhada em termos de comunicação. Houve uma má compreensão da sociedade, que não a assimilou. Então, há uma tendência, sempre houve uma tendência de eu votar contra, em razão de todas essas circunstâncias, embora reconheça a necessidade de fazer mudanças na Previdência Social, preservando direitos adquiridos dos que estão prestes a se aposentar”.

OBS.: O deputado concedeu a entrevista ao CCO no último dia 16 (sexta-feira passada). Nesta semana, a tramitação da Reforma da Previdência foi suspensa em razão de decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, que deve permanecer até 31 de dezembro.

 

CCO – Por que o senhor se absteve de votar no caso da denúncia de corrupção passiva por parte do presidente Temer?  [Em 2 de agosto de 2017, a Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, por corrupção passiva]

Deputado Rodrigo Pacheco: “A abstenção é um mecanismo democrático de manifestação do parlamentar. Em todas [outras] votações, por mais impopulares que fossem, eu votei sim, e votei não (por exemplo: a favor da Reforma Trabalhista, contra a redução da maioridade penal, não sou favorável a esse armamento excessivo da população). Em relação àquela denúncia contra o Presidente da República, coube a mim, presidente da CCJ, conduzir aquele processo como magistrado. Eu que tive que designar relator, deferir ou indeferir requerimentos, resolver questões de ordem. O recurso, naquela sessão plenária, viria para a CCJ. Houve uma recomendação de diversos deputados – inclusive do PT – para que eu me abstivesse, assim como Rodrigo Maia se absteve. Então eu me abstive única e exclusivamente em razão da minha condição de presidente da CCJ. Tenho minha convicção pessoal em relação àquilo, e não a externarei justamente para não contaminar aquilo que eu mais prezei na presidência da Comissão, que foi a isenção. Estive insuscetível a qualquer tipo de influência, inclusive do poder público do Governo Federal”.