Agropecuária Teixeira e Silva

Erick Gabriel precisa de uma nova prótese e a família precisa de assistência

Publicada em: 26 de outubro de 2021 às 08h44
Geral
Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 16 de outubro de 2021) Edição 2124

Erick Gabriel da Silva, 13 anos, morador de Arcos, é um garoto com uma história de vida nada fácil. Desde o seu nascimento, em julho de 2008, na cidade de Campos Altos, enfrenta dificuldades.

O garoto nasceu com agenesia (atrofia de um órgão ou tecido por parada do desenvolvimento na fase embrionária) na perna esquerda associada à deficiência nas mãos, com encurtamento e fusão dos dedos, além de estrabismo (desequilíbrio nos músculos oculares que causa desvio dos olhos) e déficit de visão.

Atualmente, Erick estuda na escola estadual Vila da Boa Vista, no 7º ano do ensino fundamental, mora com a avó e precisa de uma nova prótese para sua perna. A atual usada por ele não lhe serve mais.

Amor de avó

O garoto foi criado pela avó materna, Ângela Galdino, 49 anos, desempregada. “Eu crio o Erick desde que ele nasceu. A minha menina é a mãe dele, mas não quis criar. O pai eu nem conheço”, disse Ângela.

Ela prossegue relatando que o contato de Erick com a mãe é bem raro: “A mãe vem de vez em quando. Como sou eu que crio, ele me chama de mãe”, completa.

Segundo a avó, Erick Gabriel não costuma ter muitos amigos, devido às limitações que possui. Gosta de acompanhá-la nos cultos e demonstra ter fé. “Ele tem poucos amigos. É mais caladinho, sistemático, sabe? Não gosta muito de rua, prefere ir pra igreja comigo”.

Tempos difíceis

Os últimos meses foram de muita dificuldade para Ângela e Erick. Devido aos problemas na coluna, a avó de Erick não consegue trabalhar. A única renda é proveniente do Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS), recebida em função da deficiência de Erick. O auxílio emergencial foi encerrado no ano passado.

“Pago o aluguel só com o “salário” dele, que é o BPC. Não trabalho no momento, pois não estou bem de saúde; tenho um problema seríssimo na coluna”, comenta Ângela, que está tentando comprovar invalidez para receber o mesmo benefício que seu neto. “Antes eu trabalhava na roça e acabei prejudicando minha coluna. Eu preciso fazer uma ressonância para comprovar o meu problema. A assistente social falou que depois que eu fizer tudo, vai tentar conseguir o benefício pra mim”.

Os problemas financeiros impedem a aquisição de uma nova prótese, cujo preço gira em torno de 10 mil reais “pra mais”, segundo Ângela. A única forma de comprá-la é por meio de doações, assim como foi com a atual usada por Erick.

Além da prótese, é necessário o uso de meia para coto, acessório usado na proteção e no cuidado do membro e que precisa ser trocado periodicamente de acordo com o uso. Não diferente dos outros, Erick também precisa da troca da meia para ter mais segurança e conforto ao andar.

Uma nova prótese

Para tentar arrecadar fundos, o filho de Ângela, Higor Enrique, 27 anos, criou uma “Vaquinha Online” para arrecadação de fundos com o objetivo de adquirir uma nova prótese para Erick. A vaquinha criada por Higor tem a meta de arrecadar 13 mil reais.

Ângela acredita que com esse valor é capaz de cobrir todos os gastos, como: despesas com viagens a Belo Horizonte, consulta médica, alimentação, meia de proteção e a nova prótese.

Erick Gabriel usa sua atual prótese há três anos, desde que tinha 10 de idade. De lá pra cá, o garoto cresceu e a prótese se torna inviável a cada dia. “Já quase não uso a prótese, porque está pequena pra mim e minha perna começa a doer. A prótese nova irá melhorar muito a minha vida”, disse o tímido Erick.

A avó do garoto acrescenta que a prótese atual acaba cortando a perna de Erick: “Quando a gente vai à igreja, ele vai custando”.

Para ajudar

Devido aos inúmeros problemas enfrentados, Ângela ressalta que qualquer tipo de ajuda é bem-vinda: “Qualquer ajuda que as pessoas puderem dar, eu não dispenso. Eu pago aluguel, água, luz e gás. Também pago Internet, porque ele não pode ficar sem acesso devido às aulas on-line”.

Quem quiser contribuir com Ângela e Erick, seja com doação de alimentos, móveis ou dinheiro para a “Vaquinha”, pode ligar no número (37) 99945-6111 ou ir até a casa deles no endereço: Travessa Augusto Lara nº 32, São Vicente.

Para contribuir com a vaquinha on-line, basta acessar www.vakinha.com.br e pesquisar pelo ID 2456392