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Extermínio de índios na região e a colonização portuguesa

Publicada em: 15 de setembro de 2019 às 08h00
Arcos
História de Arcos
Recortes do Tempo - Histórias de Arcos

Crédito: www.vmagroambiental

Extermínio de índios na região e a colonização portuguesa

(Matéria especial publicada no Caderno de Aniversário da Cidade - Arcos 81 anos) - Na edição 2009 de 13/07/2019

Por volta de 1767, Ignácio Pamplona começou o povoamento após ter expulsado e exterminando os índios da região. A partir daí foi implantado o método de colonização portuguesa, que era a concessão de Cartas de Sesmarias. Ele concedeu Cartas de Sesmarias para si e para sua família e a outros como: José Álvares Diniz, Antônio Afonso, João Rodrigues de Souza, José Antônio Bastos, Leonardo Lopes e Pedro Vieira. Foram oito cartas abrangendo os territórios de Arcos, Bambuí e Serra da Marcela, que já recebeu, entre outras denominações, o nome de Serra de Pains. Posteriormente, essas sesmarias ficaram conhecidas como São Simão, Santo Estevão, Perdizes, Tapada, São Julião, Arcos e Lagoa dos Servos.

 

Povoado surgiu na segunda metade do século XVIII

A mais importante sesmaria no núcleo do povoado de Arcos é a Sesmaria da Paragem de Arcos, que confrontava com a fazenda de São Julião, e está localizada entre a do São Francisco, Serra do

Desempenhado e com as terras de Antônio Ribeiro Moraes.
Todas as pessoas que receberam essas sesmarias, ao longo da segunda metade do século XVIII, passaram a utilizar as terras para agricultura e criação de gado. A partir daí formou-se um povoado às margens do Córrego de Arcos. O povoado ficou conhecido, anos mais tarde, como Córrego de Arcos ou simplesmente Arcos. Em 1823, o povoado teve seu nome alterado para São Julião. Por algum tempo também ficou sendo chamado Carmo dos Arcos, devido à devoção da população.

Fonte: Dossiê de Registro Bem Imaterial Reinado de Nossa Senhora do Rosário (2012). O levantamento, elaboração, assessoria técnica e revisão do Dossiê citado foram feitos pelos profissionais: conservadoras-restauradoras – Conceição França, Kleumanery Melo; arquitetas e urbanistas Isabella Dias e Mônica Guimarães Maciel e Silva Marinho; Raquel Santos (assistente em História) e Rogério Stockler de Mello (MGTM Ltda).

 

Os primeiros habitantes do Povoado de Arcos

Um dos primeiros habitantes da área onde hoje se localiza a Cidade de Arcos foi Capitão Antônio Ribeiro de Morais, que integrava as Bandeiras que adentravam o sertão de Goiás em meados do século XVII.

A área do Município era local de “pouso”, sendo construído um  rancho para abrigo de caravanas. Depois foram surgindo as primeiras moradias e a prática da agricultura e pecuária.

A história do município de Arcos está relacionada à época da construção da Picada de Goiás. Em 1721, com a descoberta de ouro no Rio Vermelho, no território de Goiás, iniciou-se a corrida de mineradores, principalmente de paulistas, para atingir a região. Várias trilhas e caminhos foram abertos no território da Capitania de Minas Gerais, para se chegar a Goiás. Em 1732 foi expedido um alvará proibindo a abertura de picadas ou caminhos, que não surtiu efeito, resultando numa falta de controle na região, o que favorecia o contrabando e a criminalidade.

Em 1736, Gomes Freire de Andrada, governador da Capitania de Minas e uma das autoridades mais importantes da Coroa na América portuguesa, determinou a construção da Picada de Goiás, para evitar o contrabando de ouro mineiro na região.

O caminho da Picada de Goiás era o seguinte: os tropeiros e mineradores que vinham do Rio de Janeiro ou de São Paulo passavam por São Tiago, Morro do Ferro, Oliveira, Itapecerica, Formiga, Arcos e posteriormente atravessavam o Rio São Francisco, alcançando Bambuí, Paracatu e assim penetrando em território goiano.

Em virtude da escravidão nas fazendas e nos arraiais, já havia a presença dos negros na região de Arcos, e também a forte presença portuguesa de colonos ou descendentes de Colonos do Arquipélago de Açores (nordeste do Oceano Atlântico) – Colônia de Portugal desde o século XV. Iniciou-se quando o governador D. Luiz Diogo decidiu povoar a região e implantar a autoridade naqueles sertões. No século XVIII, o Arquipélago de Açores estava com alta densidade demográfica. Para solucionar o problema, a Coroa Portuguesa incentivou imigração dos colonos açorianos para a Capitania de Minas Gerais. O governador mineiro precisaria contar com homens experientes e ambiciosos, que estivessem dispostos a desbravar aquelas terras. Foi então que ele convidou Ignácio

 

Fonte: Dossiê de Registro Bem Imaterial Reinado de Nossa Senhora do Rosário (2012). O levantamento, elaboração, assessoria técnica e revisão do Dossiê citado foram feitos pelos profissionais: conservadoras-restauradoras – Conceição França, Kleumanery Melo; arquitetas e urbanistas Isabella Dias e Mônica Guimarães Maciel e Silva Marinho; Raquel Santos (assistente em História) e Rogério Stockler de Mello (MGTM Ltda).