Vende-se Apartamento

Governo Municipal e MP pedem apoio à sociedade para construção do Centro de Acolhimento Institucional

Publicada em: 23 de setembro de 2019 às 16h05
Arcos

Representantes do Governo Municipal e a promotora da Vara da Infância e Juventude, Juliana Amaral, apresentaram, no último dia 12, na Câmara Municipal, o projeto de construção da sede própria do Centro de Acolhimento Institucional “Doutora Ana Lúcia Rodrigues Costa”. Arcos mantém o serviço desde 26 de dezembro de 2010. Atualmente funciona em duas casas alugadas, uma na avenida Dr. João Vaz Sobrinho e outra na rua Augusto Lara, o que tem dificultado o trabalho.

A instituição abriga crianças e adolescentes em situação de risco, que foram afastados de suas famílias como medida judicial de proteção. Não se trata de um “Centro de Menores Infratores”, e sim, como o próprio nome diz, de um espaço para acolher menores que são vítimas.

O Governo de Arcos disponibilizou o terreno, localizado ao lado do Quartel da Polícia Militar. O projeto arquitetônico foi criado pelo engenheiro civil Sávio Ribeiro. Conforme divulgação da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, haverá alas independentes (divisão por gênero e idade) e áreas comunitárias. Também haverá espaços de convivência e acompanhamento técnico e psicossocial, dormitórios que irão comportar espaços de recreação e estudo, ala infantil com berçário. As áreas de construção em comum dispõem de cozinha, lavanderia e horta comunitária.

Uma vez que os recursos disponíveis não são suficientes para a obra, a proposta é unir esforços com a sociedade. Na primeira reunião, a psicóloga Naiara Fabiana da Silva, que é coordenadora do Centro de Acolhimento desde fevereiro, disse que o serviço de acolhimento institucional em Arcos é todo custeado pelo Município. Nas duas casas são 17 menores, sendo seis de Pains, que faz parte da Comarca.

Nayara Silva disse que é muito importante que as pessoas conheçam o trabalho desenvolvido e afirmou que está à disposição para o esclarecimento de dúvidas. Hoje também contam com voluntários, a exemplo de pediatra, fonoaudiólogo e farmacêutico.
“O que precisamos é de um espaço mais acolhedor e aconchegante para as crianças, um espaço construído para elas, para que a visão de acolhimento mude para essas crianças, que são afastadas de suas famílias por ordem judicial”, explicou.  

Foram apresentadas várias sugestões, a exemplo da realização de eventos e do sorteio de um carro. O CCO continuará divulgando as ações da campanha. Para obter mais informações, ligue no telefone: (37) 3351- 4113.