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Usina de asfalto

Investimento irá gerar redução nos custos e autonomia para a Prefeitura, diz Secretário

Publicada em: 29 de novembro de 2021 às 13h41
Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 20 de novembro de 2021) Edição 2129

Em breve, o Município de Arcos terá sua própria Usina de Asfalto, que está sendo implantada ao lado da Copasa, no local onde já funcionou uma cooperativa rural. Segundo o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, Warley Fonseca, a obra está em fase final.

O investimento na aquisição da usina e na montagem é de aproximadamente R$ 190 mil, segundo o secretário. Nesse valor não estão incluídos os gastos com equipamentos.

“Os insumos necessários já estão sendo adquiridos. A Prefeitura está num processo de aquisição de equipamentos necessários para fortalecer e renovar a frota necessária para execução de pavimentação asfáltica”, diz e acrescenta que já foram adquiridos, além da Usina, espargidor (para realizar banho de emulsãoasfáltica), vibroacabadora (para espalhamento de asfalto), motoniveladora. Também serão adquiridos: trator de rodas, caminhões basculantes, rolo compactador.

Ele informa que, em maquinários, serão feitos investimentos de aproximadamente de 2 milhões (com recursos próprios do Município e Financiamento do BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais). Em resposta à pergunta do CCO sobre o percentual com recursos próprios, ele respondeu: “Especificamente para asfalto, 50% com recursos próprios”.

A Lei Municipal 2.989, de 14 de julho de 2021, autoriza o Município a contratar com o BDMG operações de crédito até o montante de R$2.100.000,00 (dois milhões e cem mil reais), destinados ao financiamento do BDMG MAQ – Máquinas, Equipamentos e Veículos. Os recursos já estão liberados.

Na usina serão gerados 10 empregos; possivelmente a mão de obra será terceirizada, segundo Warley Fonseca. O CCO perguntou ao Secretário se foi realizado um estudo da viabilidade econômica dessa usina de asfalto, diante das demandas do Município. Ou seja, se foi comprovado que o investimento na usina e manutenção (com terceirização da mão de obra) fica mais barato para o Município do que a contratação periódica de empresas para prestar serviço de asfaltamento apenas quando necessário.

Warley Fonseca respondeu que se trata de uma usina para fabricação de “asfalto a frio”, com preço inferior a 40% do “asfalto a quente”. Ele acrescenta que além da redução no custo, a Prefeitura terá autonomia para realizar os serviços a qualquer momento. “Hoje, para realizar até mesmo operações ‘tapa-buracos’, o município depende das demandas dos fornecedores de asfalto para viabilizarem o fornecimento ao Município. Eles não rodam a usina somente para atender a Prefeitura, gerando um déficit grande nas necessidades do município”, explica.