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Mosquito da dengue pode se proliferar até mesmo no inverno

Casos prováveis de dengue em Arcos continuam surgindo mesmo com a baixa temperatura e a diminuição das chuvas

Publicada em: 20 de junho de 2018 às 08h56
Saúde

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 16/06/2018) - Edição 1953

Mesmo com a baixa temperatura devido à mudança de estação e a chegada do inverno na próxima quinta-feira (21), ainda continuam surgindo novos casos prováveis de dengue em Arcos. De acordo com o novo Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos caos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, divulgado na última segunda-feira (11) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Arcos está com 386 casos prováveis (suspeitos + confirmados) de dengue. Veja abaixo:

 

 

 

 

 

 

Na última matéria publicada pelo Jornal CCO, em 12 de maio, Edição 1948, foi divulgado o boletim do dia 07 de maio, no qual foram registrados 305 casos prováveis de dengue no período de janeiro até a data do boletim, com isso, em pouco mais de um mês surgiram 81 novos casos.

 

Arcos faz parte das 39 cidades com índice Muito Alto

Por meio do Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos caos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) fornece uma breve análise dos casos prováveis de dengue, informando se o município está em estágio silencioso, ou seja, sem casos de dengue, ou se está em situação baixa, situação alta ou muito alta. De acordo com os dados, dos 853 municípios mineiros, apenas 39 são classificados pela Secretaria em situação muito alta de Dengue em relação ao número de habitantes, estando entre eles a cidade de Arcos.

Desses 39 municípios em situação muito alta, seis pertencem à regional de Divinópolis, sendo a cidade de Nova Serrana, Moema, Arcos, Lagoa da Prata, Divinópolis e Dores do Indaiá.

 

Proliferação durante o inverno

De acordo com o Blog da Saúde do Ministério da Saúde, durante o outono e o inverno, o surto de dengue não é comum, porém, a doença é uma ameaça durante todo o ano, e parar com as ações de combate pode ocasionar em uma epidemia quando as temperaturas voltarem a subir.  Com isso, mesmo durante o inverno a população não pode descuidar com o combate em suas residências, local de trabalho e em qualquer lugar que seja propício para o desenvolvimento do mosquito.

No blog, a entomologista do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Tatiana Ázara, explica como as fêmeas do Aedes se reproduzem durante o inverno: “O mosquito se adaptou ao ambiente urbano. Então, ao longo de todo o ano, independente da época, nós damos condições para que ele se prolifere. A fêmea deposita os ovos e eles podem ficar até mais de um ano viáveis para depois eclodirem em contato com a água. Eles se tornam larvas e depois insetos”, explicou.

Segundo ela, o mosquito se adaptou e sobrevive a toda diversidade climática existente no país. Com isso, a permanência do inseto e a transmissão podem ocorrer o ano inteiro, mesmo em condições adversas, como o frio.

 

Prevenção

Um informativo contra a Dengue, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), explica que o mosquito Aedes aegypti é um mosquito doméstico com hábitos diurnos, alimentando-se de sangue, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Os ovos são colocados em água limpa e parada e distribuídos por diversos criadouros, podendo ser objetos que estão em casa, no trabalho ou na escola. Confira alguns cuidados para evitar a transmissão: não deixar água parada; não manter pratinhos de planta com água; não descartar em quintal, ruas ou lotes materiais que acumulem água; desentupir as calhas; manter limpos e escovados os bebedouros de animais, trocando a água diariamente; manter tampadas e vedadas as caixas de água; olhar em grades mais espessas dos portões de casa; conferir o recipiente que fica atrás da geladeira, e também o porta escova de dente.  

A Prefeitura de Arcos também recomenda a utilização de repelentes, roupas que deixem o corpo menos exposto, principalmente nas primeiras horas do dia e a tarde, tendo em vista que o mosquito tem hábitos diurnos.