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Nova diretoria da Santa Casa reduz custos e está em busca de recursos

Publicada em: 06 de outubro de 2019 às 10h00
Arcos

Eleita em maio deste ano, a nova diretoria da Santa Casa de Arcos, presidida pela irmã Sandra Gontijo, está empenhada em equilibrar as contas da instituição. O primeiro passo foi acompanhar todos os setores e fazer um “diagnóstico inicial”. Logo em seguida iniciou-se o planejamento do primeiro evento, “Churrascão”, com renda destinada ao pagamento de dívidas emergenciais, priorizando fornecedores locais. O próximo será dia 26 de outubro: um jantar no Arcos Clube.

A provedora também está em busca de recursos públicos. Já esteve com o secretário de Saúde do Estado (Carlos Eduardo), com Anastasia (senador), com Domingos Sávio (deputado federal), com Newtinho Cardoso (deputado federal) e com Betinho (Alberto Pinto Coelho Filho – deputado estadual). Ela disse que todos se comprometerem em colaborar: Newtinho Cardoso (R$ 250 mil previstos); Betinho (R$ 100 mil previstos); Domingos Sávio (R$ 100 mil previstos). Quando os recursos forem liberados, deverão ser utilizados para o custeio, que é a maior necessidade do hospital.

No último dia 10, a técnica administrativa da Santa Casa, Cláudia Almeida, estava elaborando a proposta referente aos R$100 mil solicitados ao deputado “Betinho”, com a finalidade de custear medicamentos e materiais de consumo médico-hospitalar. “A princípio, é uma proposta. Ainda não é convênio”, explicou. Irmã Sandra ressaltou: “Estamos no tempo de plantar e a colheita será no tempo certo”.

 

Bloco Cirúrgico

O tesoureiro José Aparecido da Silva (Zé Neca) explicou que, em relação ao Bloco Cirúrgico da Santa Casa, estava faltando R$ 800 mil para a conclusão. Agora, pelo tempo que a obra está parada, serão necessários mais recursos. “Mesmo com os documentos todos aprovados, às vezes o dinheiro para de vir e tem que parar a obra; com isso, estamos sofrendo as consequências”. Cláudia Almeida disse que o convênio referente ao bloco cirúrgico é de 2013 e começou a ser executado em 2014. Em 2016 a obra foi paralisada, por falta de repasse do Estado. “Todas as medições estão corretas, já foram enviadas. Não teve nenhuma diligência referente às medições, mas o Estado parou de depositar o dinheiro”. São aproximadamente seis anos de convênio, portanto, existe o risco de que não seja mais prorrogado, sendo necessária a busca de outros recursos.

Uma das esperanças da nova diretoria é que o prefeito Denilson Teixeira consiga recursos. Ele esteve na Santa Casa no último dia 11 e disse que já solicitou verbas a um político. A técnica administrativa, Cláudia Almeida, enfatiza que não faltou empenho da Santa Casa, que executou todo o processo, até quando vieram recursos. Ela também falou ao CCO sobre os convênios realizados para se conseguir equipamentos para o Bloco Cirúrgico, a exemplo de mesa cirúrgica elétrica, incubadora de transporte neonatal, ventiladores pulmonares, cardioversor, camas hospitalares tipo fawler mecânica, carro de emergência, aparelho de anestesia com monitor multiparamentos, dentre outros.

Economia

O técnico em Contabilidade Elias Teixeira, que trabalha na Santa Casa há 39 anos, fez elogios à atual gestão e relatou as economias feitas até então. “Atualmente, não se compra nem um parafuso sem fazer a cotação em três empresas. Estamos focando nisso: economia total”. Com o desligamento de um funcionário cujos vencimentos eram R$6.509,73, esse valor já representa uma economia.  Os encarregados, alguns diretores e a provedora estão todos se desdobrando para executar as funções que cabiam a esse funcionário, sem custo nenhum para a Santa Casa. Foi relatado ao CCO que a folha de pagamento é alta em proporção à Receita da Santa Casa e, portanto, serão necessários mais cortes de pessoal. Atualmente são 130 funcionários, sendo 114 na ativa.

Segundo Elias Teixeira, de um total de 20 contratos de linhas telefônicas, apenas quatro estavam sendo utilizadas. As dívidas foram pagas e foi feito o cancelamento das linhas excedentes. A economia gerada será em torno de R$ 2 mil mensais.

Com o Telemarketing, o custo era de R$4.500 mensais; atualmente o valor está em R$ 1.500,00 e a previsão é que o custo caia para R$170,00 mensais, além da implantação do equipamento, no valor de R$500,00. A provedora disse que serão revistos todos os contratos com prestadores de serviço. 

Outra boa notícia é que a arrecadação junto à população aumentou na atual diretoria. “Neste mês temos para receber em torno de R$ 4 mil a mais que nos meses anteriores. Tem pessoas que ligam oferecendo ajuda”, relata Elias Teixeira. A instituição também recebeu R$423,00 com a venda de “sucatas”.

Irmã Sandra Gontijo conseguiu, ainda, o patrocínio do uniforme dos funcionários da Santa Casa, o que representa R$9.054,00 de economia. Outra economia considerável foi feita na compra de um ventilador para a Usina de Oxigênio. Estava previsto um gasto de R$1.200,00 e conseguiu-se, em uma empresa local, pelo valor de R$250,00.

A provedora enfatiza que as conquistas resultam do trabalho em equipe, citando a importância de funcionários de longa data, a exemplo da técnica administrativa Cláudia Almeida (15 anos de Santa Casa); técnico em contabilidade Elias Teixeira, 39 anos de Santa Casa; o responsável pelo setor de Recursos Humanos, Sindislei Gonçalves, 33 anos de casa. “Na parte administrativa, eles são os pilares da Santa Casa. Eles é que têm ajudado, assim como a líder da Enfermagem Michele Teixeira, a enfermeira Silmara Arruda,a encarregada de Faturamento Aparecida Faria (Cidinha), a encarregada de limpeza Maria Aparecida Cardoso, o auxiliar de Tesouraria Márcio Sérgio Oliveira (Serginho), a auxiliar administrativa Marisa Cândido dos Santos”, disse Irmã Sandra.

Médicos que atendem na Santa Casa contribuem com R$15,00 por consulta 

Atualmente, a dívida da Santa Casa é de aproximadamente R$ 2.410.243,10, sendo R$ 30 mil com a Unimed; R$152.885,60 com o Bradesco; R$404.493,01 referentes a empréstimo vinculado ao SUS (Sistema Único de Saúde); R$ 100 mil com a Unicred (R$ 80 mil Conta Garantida e R$ 20 mil no Cheque Especial); R$ 444.388,96 com fornecedores e impostos; R$ 225 mil referentes a plantões e R$1.053.475,53 com médicos (valor apurado até julho de 2019).

Está agendada uma reunião com os médicos que atendem no hospital – corpo clínico – com a finalidade de ouvir suas propostas para o equilíbrio das contas. Segundo a provedora, atualmente os médicos que atendem pacientes na Santa Casa contribuem com R$15,00 para a instituição, sob cada consulta. A expectativa é que esse valor seja reajustado para uma contribuição maior. 

Fonte: Jornal CCO