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Número de crimes violentos em Arcos aumentou 58% em 2015

Os registros de roubos consumados aumentaram 119% na comparação com 2014

Publicada em: 21 de março de 2016 às 09h35
Geral

(Matéria publicada pelo Jornal CCO em 20/03/2016)

 

Em 2015 foram registrados em Arcos 41 crimes violentos, um número maior em comparação a 2014, quando foram registrados 26 crimes nessa categoria. O crescimento foi de aproximadamente 58%. Referindo-se a “crimes violentos”, roubo foi o mais frequente nas estatísticas desse período, sendo 35 em 2015 e 16 em 2014, o que representa um aumento de 119 %.

 

O detalhamento do ano passado (2015) é o seguinte: 35 roubos consumados, 2 homicídios consumados, 2 estupros de vulnerável consumados, 1 estupro tentado, 1 homicídio tentado, totalizando os 41 crimes violentos na cidade.

 

Já no detalhamento de 2014 constam os seguintes registros: 1 homicídio consumado, 3 homicídios tentados, 16 roubos consumados, 1 sequestro/cárcere privado, 3  estupros de vulnerável consumados, 1 estupro de vulnerável tentado, 1 estupro consumado, totalizando 26.

 

Arcos tem aproximadamente 36.597 habitantes, de acordo com a última atualização no site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feita em 2010. O número é aproximado ao da cidade de Oliveira, que tem 39.466, sendo 2.869 a mais na comparação com Arcos. Em 2015, foram registrados 85 crimes violentos em Oliveira, mais que o dobro verificado em Arcos, ou seja, 107%.

 

Em Lagoa da Prata, que tem 9.387 habitantes a mais que Arcos (45.984), o número de crimes violentos registrados no ano passado foi 174. Em Itapecerica, município com 21.377 habitantes, sendo 15.220 a menos em comparação a Arcos, foram registrados 51 crimes violentos em 2015, ou seja, 24% a mais que Arcos.

 

Os dados estatísticos que constam nesta matéria, referentes a 2014 e 2015, foram obtidos junto à SEDS (Secretaria de Estado de Defesa Social). Quando aos números referentes a 2016, a Polícia Militar em Arcos nos enviou na última quarta-feira (16). Até então houve 03 roubos (com uso ou não de arma) e 01 homicídio tentado. Portanto, quatro crimes violentos, além da apreensão de duas armas de fogo.

 

 

  

PM em Arcos aguarda posicionamento da Prefeitura para ampliação do projeto ‘Olho Vivo’

 

O Sargento Jonas Costa informou ao jornal que em 2014 e 2015, os furtos/roubos ocorreram em locais variados, citando os bairros Brasília, Sion, Buritis, Calcita e região central, entre outros. “Está muito heterogênia a questão dos registros”, explica.

 

O CCO também perguntou quais são as regiões de Arcos mais visadas pelos ladrões atualmente e se nesses locais existem câmeras de videomonitoramento ou projeto para instalação. O policial respondeu: “Não existe uma ou outra região. Os furtos/roubos estão ocorrendo em pontos diversificados. [...] Existe um projeto para instalação de câmeras de monitoramento (Projeto ‘Olho Vivo’) em vários pontos da cidade, contemplando, praticamente, regiões vitais do município. Trata-se de um mapeamento estratégico. Estamos aguardando o posicionamento do Poder Executivo Municipal para dar início à ampliação. No que compete à PMMG, já está tudo pronto”, informa.

 

O CCO solicitou que o sargento comentasse sobre esses números, principalmente em relação aos registros de roubos, que aumentaram 119% na comparação com 2014, mesmo existindo câmeras de videomonitoramento em alguns pontos da cidade.  O Sargento Jonas Costa argumentou: “Vale lembrar que várias ocorrências de furtos em Arcos foram evitadas por causa de dezenas de abordagens a cidadãos em atitude suspeita. Em alguns casos, as câmeras do ‘Olho Vivo’ foram utilizadas; em outros, os próprios militares abordaram os suspeitos por iniciativa. O fato é que não se consegue mensurar o que foi prevenido, mas é notório que vários crimes foram evitados por ações da PM. Com relação ao aumento de crimes violentos, os procedimentos policiais militares são os mesmos adotados em 2014. Prevenção constante e repressão qualificada quando for o caso. Vale lembrar que esse aumento não ocorreu somente em Arcos. Nas capitais, o aumento é ainda maior. Portanto, o problema é sistêmico e agravado pela sensação de impunidade, que gera a reincidência e participação de menores infratores”, conclui.