sEBRAE

Obra da Copasa de captação de água no Rio Candonga está paralisada há seis meses

Esta obra faz parte do plano de ação apresentado em 2017, como medida para sanar a falta de água no município

Publicada em: 29 de julho de 2020 às 16h26
Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 25/07/2020) - Edição 2061

O ano de 2017 foi marcado pela crise hídrica na cidade de Arcos, quando o Governo Municipal chegou a decretar estado de emergência, devido à falta de água no Município. Na época, o prefeito Denilson Teixeira chegou a realizar várias reuniões com representantes da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), exigindo a realização de ações que resolvessem o problema.

Devido às cobranças, em setembro de 2017 a Copasa anunciou um plano de ação com diversas medidas que seriam realizadas para sanar o problema da crise hídrica na cidade, como: implantação de sistema de abastecimento na Boca da Mata e Calciolândia; implantação de nova barragem de captação no Córrego das Almas; duplicação da adutora de água bruta; ampliação das redes de distribuição; instalação de novos boosters para levar água aos bairros mais distantes; implantação do Pró-Mananciais; ampliação das redes de distribuição; construção de novas ligações; perfuração de 16 novos poços e a construção do sistema de captação de água no Rio Candonga em Arcos.

De acordo com informações da companhia, praticamente todas as obras do plano de ação já foram construídas. Porém, uma das principais, a de captação de água no Rio Candonga – um investimento de 7 milhões, com a finalidade de aumentar em 50% a capacidade de abastecimento do município – está paralisada há seis meses.

Segundo a assessoria de comunicação da Copasa, a paralisação ocorreu devido à inexistência de acordo com os proprietários dos terrenos por onde será feita a captação no Rio Candonga. Com isso, a companhia está aguardando a decisão judicial para liberação da área.

Devido à paralisação da obra, perguntamos a assessoria da Copasa se existe o risco de haver falta de água novamente na cidade. Foi respondido que as perfurações de 16 poços profundos, que já foram realizadas, poderão ser úteis para complementar ou substituir as captações operadas atualmente na cidade ou na ocorrência de baixa vazão no Córrego das Almas.

A assessoria da Copasa relatou que assim que acontecer a liberação da área, as obras serão retomadas e deverão ser concluídas em quatro meses, porque esta paralisação tem acarretado na perda dos ativos da empresa e tem afetado na melhoria dos serviços prestados para a população arcoense. A companhia também informou que a Prefeitura já está ciente do impedimento e do pedido de liberação da obra.

O Jornal CCO entrou em contato com o secretário de Meio Ambiente e Agricultura da Prefeitura de Arcos, Miller Fernandes, para ter um posicionamento por parte do Município. Em resposta, ele disse: "A Prefeitura de Arcos não tem um posicionamento quanto ao processo judicial, pois esta relação é entre COPASA e o proprietário do terreno. Acreditamos que não há a possibilidade de não entrega da obra, uma vez que todos entendem que é para o bem do município. Temos acompanhado todas as ações de ampliação de captação de água, bem como a perfuração de poços e as obras do rio Candonga", afirmou o secretário.