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Obra do novo bloco cirúrgico da Santa Casa deverá estar 100% concluída em abril

Publicada em: 12 de janeiro de 2021 às 14h15
Arcos
Saúde
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(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 09/01/2021) - Edição 2084

A obra do imóvel do novo bloco cirúrgico da Santa Casa de Arcos está 90% concluída. Faltam detalhes no prédio, assim como a instalação de equipamentos.

No dia 5 de janeiro, o engenheiro civil Fábio Miranda, sócio-proprietário da Franco Engenharia, empresa responsável pela conclusão da obra, informou ao CCO que, atualmente, a obra está 90% concluída. Faltam louças, metais, esquadrias de madeira, término do forro e a pintura do teto. “Até 19 de fevereiro estará com 96% concluída e o restante, que é a conclusão do forro e a pintura do teto, dependerá da instalação dos equipamentos de ar condicionado, que não é escopo nosso”. Ele também informou que a Santa Casa está adquirindo esses equipamentos. A previsão é que sejam instalados no final de março, porque tem equipamentos importados e a entrega é demorada. “Eu preciso de mais 30 dias, após a instalação dos equipamentos, para concluir. Então, acredito que somente em abril estará concluída. Reitero que esses equipamentos e a sua instalação não estão no meu contrato. Isso está sendo contratado à parte”, informa.

 

“As palavras vão sumir no tempo e no vento, mas o que a gente faz, vai ficar” – ex-prefeito Denilson Teixeira.

O ex-prefeito de Arcos, Denilson Teixeira, afirmou que o novo bloco cirúrgico da Santa Casa será uma referência não apenas na região, mas no Estado. Reafirmou que os 10 leitos para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) estão aprovados e que isso vai mudar a história de Arcos no que diz respeito à saúde, acrescentando: “A Santa Casa vai atrair mais profissionais para atender e operar aqui, neste novo bloco cirúrgico, sabendo que tem os leitos de retaguarda. Isso será um marco para a história deste hospital”. O ex-prefeito acredita que, em longo prazo, a instituição poderá “caminhar com as próprias pernas”, sem depender de subvenção da Prefeitura.

Sobre o fato de a obra não estar totalmente concluída, a justificativa é que não houve tempo hábil para terminar, mas os recursos financeiros estão reservados para custear o que falta.

Durante seu discurso, Denilson Teixeira lembrou da reunião realizada na Casa de Cultura no dia 23 de abril de 2019, quando representantes da então diretoria e administração da Santa Casa falaram sobre as dívidas e a possibilidade de fechamento da unidade de saúde. “Achamos que o hospital iria fechar. Ninguém queria pegar a provedoria [era fim da gestão anterior]. O Joaquim [Joaquim Pires, empresário e voluntário da Santa Casa] foi na irmã Sandra e a convenceu a aceitar”, disse, enfatizando sua gratidão à provedora e gestora irmã Sandra Gontijo, pelo trabalho que tem transformado a realidade da Santa Casa. “A Santa Casa foi desgastando a imagem. Às vezes colocaram em xeque até a idoneidade dos provedores, mas só fala isso quem não conhece a situação, a realidade. As palavras vão sumir no tempo e no vento, mas o que a gente faz, vai ficar”, acrescentou o ex-prefeito.

 

Área construída de 1.483,39 m², com pavimento térreo e subsolo

O engenheiro Fábio Miranda informou ao Jornal CCO que o bloco cirúrgico é constituído por duas alas, em uma área construída de 1.483,39 m², com pavimento térreo (938,12 m²) e subsolo (545,27 m²).

As duas alas estão no pavimento térreo. Uma é destinada à maternidade (obstetrícia), com três salas de parto – uma de parto cirúrgico e duas salas de PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), sendo que uma dessas salas é de parto humanizado; farmácia, posto enfermagem e sala de acolhimento.

A outra ala é do centro cirúrgico e conta com três salas de cirurgia, sala de recuperação pós-anestesia, posto de enfermagem, descanso médico, descanso de enfermeiros, depósito de equipamentos, copa, DML (Depósito de Material de Limpeza), vestiários, área de expurgo, área de esterilização e guarda de material esterilizado, secretaria e outros como depósito de lixo e sala de espera.

O subsolo abriga a sala da central de ar condicionado e mais três salas para uso diverso, além de espaço amplo projetado como estacionamento, mas que, de acordo com solicitação da provedora, será transformado em salas de atendimento médico. Irmã Sandra Gontijo disse ao CCO que a finalidade é aumentar o número de médicos especialistas no corpo clínico e gerar mais renda para a Santa Casa, por isso esse espaço será reaproveitado.

O valor de R$1,3 milhão foi suficiente para a obra civil contratada, tendo sido solicitados mais R$310 mil para a aquisição dos equipamentos de ar condicionado que não faziam parte do objeto contratado.A Prefeitura repassou o acréscimo.

O empresário e engenheiro Fábio Miranda falou ao CCO de sua satisfação de fazer parte do projeto de conclusão de uma obra tão importante para a população de Arcos e região (e em plena pandemia de Covid-19): “É muito importante e gratificante! Essa obra foi um desafio, porque, com a pandemia, houve muitas dificuldades no dia a dia para executá-la. Tivemos aumentos expressivos nos preços dos insumos e materiais e também na mão de obra especializada. Nossa empresa encarou essa obra como uma oportunidade de contribuir com a sociedade e não de aferir lucro. Acreditamos que fará muita diferença na vida das pessoas de Arcos e da região”.

 

Antigo Bloco Cirúrgico será transformado em CTI

O CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Arcos, com os 10 leitos, será instalado no antigo bloco cirúrgico da instituição. O espaço será adaptado para as novas necessidades, sendo necessária uma obra.

Durante a inauguração do novo bloco cirúrgico, o ex-prefeito disse que deixou reservado “pelo menos R$350 mil” para essa finalidade. Mas para que o dinheiro seja liberado, será necessário que algum vereador elabore um projeto de emenda ao orçamento.

Ao finalizar seu discurso, no dia da inauguração do imóvel do novo bloco cirúrgico, Denilson Teixeira citou as obras realizadas em sua gestão e comemorou o fato de estar deixando o mandado sem dívidas para o novo prefeito. “Estamos deixando entre 8 e 12 milhões em caixa, com todas as escolas reformadas, equipamentos novos que compramos, dois milhões e meio de créditos de INSS e mais 15 milhões”, disse. Segundo o ex-prefeito, esses 15 milhões são referentes ao valor que o ex-Governador do Estado deixou de repassar à Prefeitura na gestão 2017-2020, sendo que repassou apenas 3 milhões e vai pagar o restante (15 milhões) nos próximos 24 meses, ou seja, na gestão de Claudenir Melo. “Não é verba carimbada. É dinheiro que ele pode escolher onde vai gastar. Entregamos nosso mandado com honra, com o dever cumprido. Saí sem nenhum processo”, comentou.