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Polícia Militar em Arcos registra uma média de 5 a 6 mil ocorrências por ano

Publicada em: 10 de abril de 2019 às 14h24
Arcos
Estatísticas

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 05/04/2019) - Edição 1995

 

A média anual de ocorrências registradas pela Polícia Militar de Minas Gerais em Arcos (PMMG) é de 5 a 6 mil. Esses números variam, para mais ou para menos, em cada ano. Em 2018 foram realizadas 5.110 ocorrências no município.

No primeiro trimestre de 2018 e no mesmo período deste ano, a quantidade de ocorrências praticamente se manteve, em torno de 1.370. De acordo com a PM, o que costuma oscilar é a natureza das ocorrências, quando em um ano há mais ocorrências de crimes contra o patrimônio (furtos, roubos, estelionato, etc.) e em outro ano verificam-se mais ocorrências de crimes contra a pessoa (lesão corporal, atrito verbal, agressão e vias de fatos, etc.).

Em relação a crimes violentos, o município tem poucos registros.  Esses crimes violentos envolvem: roubo a mão armada, roubo consumado, homicídio tentado, homicídio consumado, estupro tentado e estupro consumado. De acordo apenas com os registros da Polícia Militar, em 2018 ocorreram 16 registros de crimes violentos. No ano de 2017 foram realizadas 33 ocorrências e em 2016 foram 22 ocorrências de crimes violentos. Neste ano, até então, foram realizadas três ocorrências.

O número de denúncias dessas ocorrências varia conforme a época. Segundo a PMMG em Arcos, nas proximidades de eventos como Carnaval, festa do trabalhador e festas de fim de ano o número de denúncias costuma aumentar. Por dia, a Polícia Militar recebe uma média de 50 denúncias.

 

Apreensão de drogas

No dia 19 de março, a Polícia Militar em Arcos realizou a prisão de dois homens, no Distrito da Ilha, por tráfico de drogas. De acordo com Nota da PM, eles foram abordados após os militares receberem informações indicando que estariam trazendo grande quantidade de drogas do estado de Mato Grosso do Sul para ser distribuída nesta região. Foram apreendidas 10 barras grandes de maconha prensada, embaladas e acondicionadas em uma mala.

De acordo com a PM, já ocorreram apreensões maiores do que essa em Arcos, como exemplo de um caso em que 21 barras de pasta base de cocaína, que estavam escondidas dentro de um tanque de combustível falso de um carro, foram encontradas e apreendidas, sendo os autores presos.

Segundo a PM, a maior parte das drogas comercializadas em Arcos vem das cidades de Lagoa da Prata e Campo Belo, entre outras cidades que fornecem drogas para o município.

Questionados sobre o perfil dos traficantes de Arcos, a PM explicou que é do mais variado. Na maioria das ocorrências com prisão, nota-se o envolvimento de traficantes de classe baixa e sem escolaridade, mas também já foram desencadeadas operações com a prisão de empresários e profissionais liberais bem sucedidos envolvidos com o tráfico.

 

Falta de efetivo policial

Sobre as dificuldades da PM no combate ao crime, o maior problema, que não é exclusividade de Arcos, mas de todo o estado, é a falta de efetivo policial. De acordo com informações obtidas junto à Assessoria da PM em Arcos, em Minas Gerais aposentam-se mais de mil policiais militares todo ano, e o governo não consegue repor a demanda conforme o desejado. Para se tornar um policial, o candidato enfrenta quatro fases de um concorrido concurso público (provas de conhecimento, exames de saúde, avaliação física e avaliação psicológica), o que leva quase um ano desde a inscrição até o ato de resultado final; depois de aprovado no concurso, existe o curso de formação nos Batalhões-escolas ou na Academia da PMMG em BH, o que leva mais 10 meses. Ou seja, a partir do momento que uma pessoa deseja ser um policial militar, até ela se tornar um soldado formado, leva-se quase 2 anos.

 

Heróis da vida real
O subcomandante da 241ª Companhia da PM, Tenente Rhuan Arantes, destaca que os policiais militares de Arcos realmente ‘vestem a camisa’ quando o assunto é combate ao crime. “São verdadeiros heróis da vida real, muitas vezes trabalhando sem motivação logística e com salários atrasados, mas nunca perdendo o foco do amor à profissão”. Ele acrescenta que as câmeras de videomonitoramento são ferramentas tecnológicas importantíssimas para o sucesso da missão e em breve o trabalho será potencializado com a implantação de câmeras de leitores automáticos de placas. “Acredito que a paz social é o que todos desejamos, por isso o engajamento de toda a população neste viés de combate ao crime deve ser constante”, enfatiza.