Natal 2017

Presidente do Arcos Clube retoma posse por meio de ordem judicial

Elezir Couto comenta sobre gestão marcada por situações desagradáveis

Publicada em: 24 de maio de 2016 às 15h29
Geral

(Matéria publicada pelo Jornal CCO em 22/05/2016) 

 

Em entrevista ao CCO na manhã da última terça-feira (17), a presidente eleita do Arcos Clube para a gestão 2015/2016comentou sobre os transtornos que vem passando e esclareceu os fatos aos sócios e à população em geral.

 

Segundo Elezir Couto, inicialmente a chapa que disputou as eleições foi montada por pessoas convidadas por ela e algumas que teriam sido indicadas por outros componentes da equipe. O que ela apontou como “traição” teria começado justamente com esses componentes que haviam sido convidados por terceiros, conforme relatou ao CCO. Ainda de acordo com ela, de repente o “clima” começou a mudar, passando a ser praticamente vigiada.

 

Em determinado momento de sua gestão, a presidente disse que, sem motivos fundamentados, foi fechada em uma sala com alguns componentes do Conselho Deliberativo onde, sob gritos e ofensas, sofreu várias acusações, entre elas, a acusação de superfaturamento na aquisição de uma cortina para o clube, afastando-a imediatamente,no dia 24 de junho de 2015. A aquisição teria sido feita, segundo Elezir, em comum acordo com o diretor financeiro do clube, não desrespeitando quaisquer normas administrativas.

 

 

Justiça comum

 

Ao passar por tais constrangimentos e acusações, Elezir disse que preferiu levar o caso para a justiça. O advogado Magno José Soares Filho conseguiu reverter o quadro, fazendo com que, por decisão judicial, ela retornasse ao cargo no dia 05 de outubro de 2015. A presidente conta que, após a decisão judicial, ela retornou às atividades, mas foi recebida com mais hostilidade que antes, gerando novos transtornos. “Percebi que não era bem-vinda”, comentou Elezir.

 

De acordo com a presidente, foi pequeno o tempo entre a decisão judicial e a criação de um segundo problema. “Desta vez foi a compra de um enfeite de Natal, que os próprios sócios solicitaram. Isso novamente gerou acusações de superfaturamento”, disse ela. Por esse motivo, ela foi afastada no dia 29 de dezembro de 2015 e retornou na última terça-feira, 17, também por decisão judicial.

 

 

O ambiente

 

Elezir afirma que o que aconteceu foi uma traição, e sua falta de experiência acabou fazendo com que ela não imaginasse que isso pudesse acontecer. Segundo a presidente, o que foi mais assustador é que pessoas que ela indicou para fazer parte da chapa traíram a sua confiança, mas que também pessoas de bem reconheceram o erro, mudando a opinião, como foi o caso do diretor de esportes, Marco Antônio Santos Azevedo.

 

Elezir Couto afirma que o relacionamento interno não será dos melhores, pois existe o risco do surgimento de novas situações adversas. “Vamos contratar auditoria constantemente para acompanhar os gastos do clube, com o objetivo de nos resguardarmos. Todos os projetos serão apresentados aos sócios, estando eles aprovados, reprovados ou barrados”, disse a presidente.

 

 

Decisão Judicial

 

Segundo a advogada de Elezir Couto, Kenia Ziland Santos, a decisão da juíza Marina Alcântara não é definitiva, pois ainda cabe recurso e ainda vai ser julgado o mérito da ação, sendo decisão liminar.

 

 

Planos

 

Elezir Couto disse que quer uma gestão que beneficie o clube, independente de relacionamento pessoal. Ela se diz feliz, pois grande parte dos sócios foi favorável a ela, enviando mensagens de apoio e solidariedade; mas mesmo assim, ainda sente tristeza por ter sido surpreendida por tantas situações adversas e por ter sido vítima numa situação em que o nome dela foi colocado em evidência negativamente.

 

“Vamos contratar auditoria constantemente para acompanhar os gastos do clube, com o objetivo de nos resguardarmos. Todos os projetos serão apresentados aos sócios, estando eles aprovados, reprovados ou barrados”, disse a presidente do clube, Elezir Couto.