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Procon: Empresas de Telefonia estão no topo das reclamações em Arcos

Publicada em: 30 de novembro de 2018 às 13h40
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Procon: Empresas de Telefonia estão no topo das reclamações em Arcos

Imagem ilustrativa

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 17/11/2018) - Edição 1976

O Sindec (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor) foi criado pela Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor) em parceria com o Ministério da Justiça. De acordo com o site, ele é um sistema informatizado que permite o registro das demandas individuais dos consumidores que recorrem aos Procons. Ele consolida registros em bases locais e forma um banco nacional de informações sobre problemas enfrentados pelos consumidores.

De acordo com os dados disponibilizados no site do Sindec, do mês de agosto a outubro deste ano – período de início dos registros – o Procon de Arcos realizou 193 atendimentos. Desses atendimentos, 99,48% foram reclamações ou denúncias e 0,52% apenas consultas.

Em relação aos atendimentos por área, 48,15% foram voltados para área de telecomunicações, 25,93% foram assuntos financeiros, 12,7% produtos, 5,82% serviços essenciais, 4,76% serviços privados, 1,06% habitação, 1,06% saúde e 0,53% alimentação. Entre os assuntos mais demandados no Procon de Arcos, está a telefonia celular, que envolve 28,57% das reclamações. Em segundo lugar está a Telefonia Fixa, onde 32 pessoas (16,93%) realizaram reclamações e em terceiro lugar com 10,58%, estão os serviços de Cartão de Crédito. Veja no quadro abaixo os 10 assuntos mais demandados entre os 20 citados no site do Sindec:

 

Nas reclamações do Procon de Arcos, o problema mais demandado é referente a contratos, envolvendo a rescisão e a alteração  unilateral. De agosto a outubro de 2018 já foram 41 problemas (21,04%) envolvendo esses contratos. Em segundo lugar entre os problemas mais demandados estão as cobranças indevidas e abusivas, foram 38 casos assim atendidos pelo Procon em Arcos. Em terceiro lugar ficou as dúvidas sobre cobranças, valores, reajuste, contrato e orçamento, havendo 16 casos (8,29%), e em quarto lugar os serviços não fornecidos, envolvendo entrega, instalação, não cumprimento da oferta e contrato, havendo 11 casos (5,70%).

Atos abusivos e fraudes

Em entrevista ao Jornal CCO, o Advogado e Coordenador do Procon Municipal de Arcos, Fernando Amorim Alves Teixeira, explicou que o fato de as empresas de telefonia e empresas fabricantes de aparelhos telefônicos, terem milhões de consumidores, contribui para que haja um maior número de reclamações contra elas. Segundo ele, os atos abusivos cometidos pela empresa de telefonia, normalmente são as cobranças indevidas, as mudanças de planos sem autorização e inscrições indevidas nos cadastros de inadimplentes. Já em relação as fabricantes de aparelhos telefônicos, o problema sempre vem no pós venda e nas assistências técnicas.

Destacou também que na cidade de Arcos vem acontecendo muitas fraudes, como pessoas que se passam por empresas e tentam lesar o consumidor. Muitas vezes elas acontecem em listas telefônicas online, em telefonias e em sites falsos na internet. Contra esses atos, Fernando Teixeira fez a seguinte recomendação: “Não passe dados por telefone para desconhecidos. Quando for contratar ou comprar, escolha as empresas conhecidas. Ou, no mínimo, procure referências sobre a empresa. Não assine contratos sem ler atentamente todas as cláusulas. Se receber a visita de vendedores a domicílio, verifique se você precisa mesmo daquele produto, antes de comprá-lo”.

Idosos são os que mais procuram os serviços do Procon

De acordo com os dados disponibilizados no site do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, a maior parte das reclamações (22,5%) foram feitas por pessoas idosas de 61 a 70 anos. Segundo Fernando Teixeira, isso acontece devido o chamado crédito fácil: “Hoje os empréstimos “batem à porta” dos idosos. Os empréstimos consignados são o principal motivo. O descumprimento do estatuto do idoso quanto à preferência nas filas de supermercados e bancos, e o transporte em ônibus também tem gerado problemas”, explicou.  

Dos 193 atendidos, 20% possuem entre 21 a 30 anos, 18,75% possuem de 51 a 60 anos, 17,5% de 31 a 40 anos, 10% de 41 a 50 anos, 8,75% possuem mais de 70 anos, e apenas 2,55 possuem 20 anos. Também, de todos que procuraram os serviços do Procon de agosto a outubro de 2018, 62,18% são homens e 37,82% são mulheres.