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Professores e estudantes de Arcos aderem a manifesto histórico no país

Os professores foram maioria nos protestos que aconteceram no Município, contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista

Publicada em: 08 de maio de 2017 às 09h23
Educação
Professores e estudantes de Arcos aderem a manifesto histórico no país

Na passeata do final da tarde do dia 28 de abril, a maioria era professores da rede municipal

(Publicado pelo Jornal CCO impresso em 07-05-2017)

Arcoenses – em sua maioria professores da rede pública de ensino – não ficaram alheios às manifestações ocorridas em todas as regiões do país, no dia 28 de abril, contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhistas e também contra a Terceirização. Foram para a rua e protestaram, de maneira pacífica. Vale ressaltar: a própria TV Globo, que no dia 28 priorizou notícias de atos de vandalismo ocorridos durante protestos, acabou afirmando, no dia seguinte, que a maioria dos atos foram pacíficos.

Os primeiros protestos ocorridos em Arcos, nos dias 17 e 31 de março, tiveram participação maciça de professores da rede estadual. No dia 31 também contaram com a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arcos, Geraldo Rodrigues Teixeira (Crioulo), que teve a iniciativa, no Município, de recolher assinaturas em abaixo-assinado contra as reformas, mobilizando vários cidadãos e outros sindicatos. Também estava no manifesto do dia 31 de março a professora Vitória Veloso, que é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Arcos (STMA) e foi parceira de Crioulo na coleta de assinaturas junto aos servidores.

Já no dia 28 de abril, houve duas manifestações na cidade. A primeira foi iniciada no período da manhã, feita por estudantes que se concentraram na praça Olívio Vieira de Faria (Praça do Vivi). Professores de escolas públicas e particulares também estavam presentes, assim como três representantes da ASTOM (Associação dos Sindicatos dos Trabalhadores do Oeste de Minas), que representa cinco sindicatos.

“Nós aderimos a esta mobilização contra a PEC que o governo quer aprovar para não aposentarmos, e também contra medidas que tiram direitos dos trabalhadores. Isso está errado na nossa concepção”, disse a professora Rosimeire Almeida, que leciona na escola municipal Laura Andrade.

 

A representante do SindiComerciários de Formiga e Região, Aênia Francisca da Silva, também falou com o CCO. “Esse protesto é importante, pois na reforma está em jogo a nossa aposentadoria, dos nossos filhos e netos; e eu não quero aposentar depois de morta. E tem o décimo terceiro e as férias que eles estão querendo mexer, por isso vamos unir as nossas forças e lutar”.

O estudante Lucas Silva, que cursa o 3° Ano do ensino médio no colégio Anglo, disse o seguinte: “Na reforma proposta pelo governo, uma pessoa com a expectativa de vida de 72 ou 74 anos – que é a expectativa no Brasil – que vai aposentar aos 65 anos, ela irá desfrutar de sua aposentadoria no máximo uns 10 anos. Então nós devemos lutar pelo nosso futuro é agora”.

No final da tarde, ainda no dia 28 de abril, houve outra passeata nas ruas centrais, com participação de professores das redes municipal e estadual e estudantes. Cerca de 50 professores estavam presentes, sendo a maioria da rede municipal, segundo um dos participantes.

 

A Proposta de Reforma Trabalhista foi aprovada na Câmara dos Deputados dia 27 de abril e seguiu para o Senado, onde está em tramitação. A Proposta de Reforma da Previdência foi aprovada na Comissão da Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 3. Essa foi a primeira etapa para que ela passe pelo plenário da Câmara, pelo Senado e, em seguida, seja sancionada.

 

Iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores Rurais resulta na coleta de 4.700 assinaturas contra as reformas, em Arcos

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arcos, Geraldo Rodrigues Teixeira (Crioulo), uniu-se à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas (Fetaemg), para mobilizar, em Arcos, a coleta de assinaturas contra as propostas de reformas. Foram conquistadas, no Município, aproximadamente 4.700 assinaturas.

Crioulo disse ao CCO que a diretoria do sindicato que ele representa teve uma participação intensa na coleta de assinaturas, inclusive na zona rural. “Todos os diretores colaboraram muito. Alguns levaram 25 folhas do abaixo-assinado e entregaram completas, sem uma rasura e sem um erro”, ressalta. Ele também agradece pela participação do Sindicato dos Produtores Rurais e Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Arcos – STMA. “A Vitória Veloso (presidente do STMA) foi uma guerreira com gente, o tempo inteiro”, comentou. Crioulo também citou os professores em geral: “Eles foram lutadores junto com a gente, colaboraram muito com a coleta de assinaturas”.

O sindicalista disse que não teve apoio de nenhum político. “Político nenhum foi para nosso lado. Convocamos desde o ano passado, na primeira reunião da Câmara. Nenhum se manifestou. Manifestou no dia 22, faltando oito dias para a entrega das assinaturas”, finalizou, agradecendo a participação na imprensa na divulgação dos atos e protestos.