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Projeto “Eu mereço um PC” motiva alunos a se dedicarem aos estudos

Publicada em: 09 de janeiro de 2018 às 11h28
Educação

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 06/01/2018) - Edição 1929

O projeto “Eu Mereço um PC” foi realizado na escola municipal Olinda Veloso no dia 1º de dezembro de 2017, por iniciativa do juiz federal Carlos Geraldo Teixeira. No evento estavam presentes: a secretária municipal de Educação, Sônia Teixeira de Castro; a diretora Alessandra Carvalho Vieira Dornelas e a empresária Geralda Elizabeth Teixeira, dentre outros convidados. Dr. Carlos atua como Juiz Titular da 34ª Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O projeto visa premiar alunos com destaque acadêmico durante o ano. A proposta do Juiz, que beneficiou duas estudantes de Arcos, foi inspirada no projeto “Aluno nota 10”, idealizado e desenvolvido por um empresário na cidade do Morro do Chapéu, interior da Bahia.

Em Arcos, Dr. Carlos presenteou com um computador a estudante Adriellen da Silva Carvalho. A irmã do juiz, empresária Geralda Elizabeth Teixeira, premiou a estudante Letícia do Carmo Garcia Guimarães, que ficou em segundo lugar e ganhou uma poupança no valor de R$500,00. Ambas são alunas da escola municipal Olinda Veloso. De acordo com release da Prefeitura de Arcos, foi feita uma seleção criteriosa pelos profissionais da escola e pela coordenação da SEMED (Secretaria Municipal de Educação).

A diretora da escola, Alessandra Dornelas, disse que o projeto veio para melhorar o desempenho dos alunos na escola: “O intuito é disseminar boas ideias para a educação e vê-las sendo concretizadas, propondo um projeto a fim de melhorar e incentivar o desempenho escolar dos alunos”.

Implantação do projeto em Arcos

Em entrevista ao Jornal CCO, o Juiz federal Carlos Teixeira relatou que ao conhecer a história do projeto “Aluno Nota 10”, da Bahia, e ver os resultados positivos, lembrou-se de sua infância. Ele conta que ao se formar na 8ª série, aos 14 anos, não tinha condições de pagar uma escola particular e continuar o ensino médio. Na época não existiam, em Arcos, escolas públicas com o ensino médio, apenas uma particular. Porém, por ter um grande interesse pelos estudos, seus irmãos ajudaram para que ele ficasse em Belo Horizonte e pudesse prosseguir com os estudos em uma escola pública. Ele explica que essa memória de sua infância o incentivou a perceber a importância de ajudar outras crianças da mesma maneira que ele foi ajudado.

Dr. Carlos destaca a importância do projeto no sentido de contribuir para a motivação dos alunos: “Acredito que pode auxiliar na motivação dos estudantes para se dedicarem mais aos estudos, serem mais assíduos no ambiente escolar, participarem mais das atividades escolares e também na melhoria do relacionamento dos estudantes e suas famílias com a escola. Também pode ser uma oportunidade da sociedade participar, envolver e interagir com as escolas da cidade”.

A empresária Geralda Teixeira, irmã de Dr. Carlos, foi motivada a participar porque acredita na educação e principalmente nas crianças. Segundo ela, o projeto é importante porque gera a participação da família e desperta nas crianças o interesse de conquistar o prêmio.

Para a continuidade do projeto, Geralda Teixeira enfatiza a necessidade da participação dos empresários: “Se cada empresário adotar uma escola, teremos mais alunos interessados, professores mais motivados e provavelmente um futuro melhor”, disse.

Projeto “Aluno Nota 10” da Bahia

O projeto “Aluno Nota 10”, que inspirou o juiz, é do município do Morro do chapéu, no estado da Bahia. Nessa cidade o projeto foi idealizado pelo empresário Luciano Martinho Barreto, de 38 anos, proprietário da Casa do Pão há 17 anos.

Em entrevista ao Jornal CCO, Luciano explicou que o município fica localizado em uma região pouco favorecida socialmente, onde tem os maiores índices de pobreza, dificuldades e ausência de infraestrutura. Por isso ele foi impulsionado a fazer sua parte para ajudar. Desde o início já foram 43 escolas envolvidas – incluindo as redes municipal e estadual – e 20 foram premiadas. Dos 4.500 alunos, aproximadamente 500 foram premiados.

Como resultado do projeto, Luciano Barreto informa o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de uma das escolas que participa do projeto. Na escola Municipal Edila Costa, antes do projeto em 2005, o índice do IDEB era de 2,9%; e no ano de 2017, após a implantação do projeto, o número subiu para 4,6%. O índice de evasão (abandono) escolar era de 11,6%, que em 2012 caiu para 0%. Em relação à aprovação escolar, antes da implantação do projeto era de 71,83%, subindo no ano de 2012 para 98%.