Mérito Empresarial
Guardador de Palavras da Gabi

Reflexões de uma arcoense com menos de 5 anos de idade

Publicada em: 23 de maio de 2018 às 08h32
Educação
Cultura

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 19/05/2018) - Edição 1949

A autora do livro Guardador de Palavras da Gabi – Elucubrações de uma criança de 2 a 4 anos e meio / Fascículo 01 – é a jornalista Aida Franco de Lima, natural de Cianorte (Paraná), doutora em Comunicação e Semiótica, mãe da Gabi. Aida morou em Arcos no período de 2005 a 2010, quando foi professora no campus local da PUC.

Gabriella Beatrice Franco Soraggi (Gabi) é arcoense. Hoje ela está com 11 anos. É uma dessas crianças surpreendentes da atual geração, que mais se parecem “gente grande” – no que se refere à intelectualidade. Foi ela mesma que sugeriu o nome do livro, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Desde o nascimento da filha, a vida da professora Aida nunca mais foi a mesma. Não deixou de se dedicar à carreira acadêmica e profissional, mas passou a dividir suas horas entre os cuidados com a filha e os estudos. Mais do que educar a pequena Gabi e vivenciar momentos incríveis com ela, Aida decidiu anotar o que a filha falava – de engraçado, surpreendente ou reflexivo. Os diálogos passaram a ser postados em redes sociais. Depois surgiu a ideia do livro convencional (impresso), em fascículos. Foi a maneira que a mãe da Gabi encontrou para registrar essas riquezas, que não caberiam simplesmente na memória e se perderiam no universo virtual.

A leitura é uma viagem ao mundo infantil, que garante boas risadas e momentos de perplexidade diante do raciocínio da garota. Algumas reflexões nos fazem ver o mundo sob outra perspectiva, com mais humanidade e menos preconceitos.  Há, ainda, “chantagens” emocionais (rsrs) bem interessantes que mostram como as crianças fazem para atingir seus objetivos.  

As ilustrações são da própria Gabi. Aida Lima conta que foram selecionadas em meio às inúmeras pastas de desenhos juntadas ao longo dos anos.

 

Como adquirir o livro – O livro é para pessoas de todas as idades, inclusive para crianças, que vão se identificar com as histórias. Pode ser encomendado diretamente com a jornalista, no Facebook, por 40 reais a unidade, incluindo o frete. “O feedback dos leitores não poderia ser mais agradável. Eles me falam que se lembram das fases dos filhos, das aventuras de suas próprias infâncias”, conta a autora.

 

Muitas crianças citadas por Gabi são moradoras de Arcos – do bairro Brasília, assim como estudantes do Ceconinho, que são palcos de muitas histórias. O livro já está sendo usado pela professora de literatura Júlia Amorim, em suas aulas de graduação, e também foi adquirido pela direção do Ceconinho. No Paraná, já está sendo usado em Centros de Educação Infantil e rodas de contação de histórias, principalmente para estimular os pais na cultura do escutar – que é dar atenção às falas da criança e aos diálogos que facilitam na educação que deve acontecer dentro de casa.

 

Leia, abaixo, algumas das pérolas de Gabi:

* “Tem ‘quiança’ que não tem nada, né? Eu queria pegar elas pra mim. Mas tem ‘quiança’ que tem tudo, né? Tem até diamante.”

* “Mãe, a Paula usa ‘binco’ na língua. Tem um pauzinho e duas bolinhas. A amiga dela usa na barriga!”
- Mas brinco na língua, Gabi?
Expressando naturalmente, ela concluiu:
“É, mãe, tem família que é assim: usa ‘binco’ na língua”.