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SSVP tem a missão de ajudar as pessoas a saírem da situação de pobreza

Publicada em: 13 de outubro de 2021 às 17h26
Geral
Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 02 de outubro de 2021) Edição 2122

O Dia Nacional dos Vicentinos, pessoas voluntárias que se dedicam à prática da caridade cristã e assistencial, foi comemorado em 27 de setembro. Os vicentinos integram a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), que em Arcos conta com 33 conferências e aproximadamente 450 membros.

A organização civil de leigos, dedicada ao trabalho de caridade, foi fundada em 1833, na França. Em Arcos, teve sua primeira conferência fundada em 1917, sob o nome de Conferência Nossa Senhora do Carmo. Promove diversas ações assistenciais.

Lécio de Sousa, vicentino desde 2015, ingressou a convite da amiga Laurinda Vidal: “Eu não conhecia, mas assim que entrei na SSVP, vi que o principal objetivo é fazer caridade às pessoas e às famílias necessitadas”.

As ações dos vicentinos em Arcos

Dentre as várias ações promovidas pelos vicentinos em Arcos, a doação de cestas básicas é a principal. Cerca de 40 famílias e aproximadamente 170 pessoas são contempladas com cestas básicas “e principalmente palavras de conforto e incentivo para promoção espiritual e social”, disse a vice-presidente do Conselho Central de Arcos da SSVP, Imaculada Conceição Neves.

Além das cestas, as famílias recebem material de limpeza, higiene e outros itens. Lécio de Sousa acrescenta: “Atendemos as pessoas necessitadas com alimentos, remédios, vestuário e até o pagamento de  conta de luz e água”. Ele  ressalta: “Para cada família que recebe doações, é obrigatório fazer uma sindicância para saber da real  necessidade”.

Os vicentinos também atuam na área da assistência à moradia. “Antigamente abrigávamos famílias de forma gratuita na Vila Vicentina, e muitas casas e terrenos foram doados. Hoje, abrigamos, de forma parcialmente gratuita, quatro famílias nas casas que restaram da antiga Vila Vicentina e duas famílias de forma totalmente gratuita”, explicou Imaculada. 

Além disso, a unidade de Arcos tem como responsabilidade estatutária as Obras Unidas, que são casas de acolhimento de idosos nas cidades de Arcos e Iguatama. 

A SSVP também oferece cursos, mas estão paralisados devido à pandemia. “Vivenciamos uma batalha constante de tentar ajudar as pessoas a saírem da situação de pobreza. Com as novas políticas públicas, a instituição foca seu trabalho em ações que geram a promoção humana. Com isso, ofertamos cursos de qualificação e fazemos parcerias para tentar ajudar essas famílias a caminharem sozinhas. Com a pandemia, os cursos foram paralisados, mas retornaremos em breve, se Deus quiser”, relata Imaculada.

Você também pode ajudar

 

Para ser vicentino, segundo Lécio de Souza, é preciso “ser católico, ter feito a primeira comunhão e ser crismado”. Entretanto, para ajudar não é preciso ser um vicentino, aliás, é de suma importância a ajuda de terceiros.

“Para o trabalho dos vicentinos ter êxito, dependemos de terceiros, pessoas caridosas que nos auxiliam com doações em espécie e de alimentos não perecíveis. Sem as doações constantes, todo o nosso trabalho de caridade ficaria comprometido”, explica a vice-presidente do Conselho Central de Arcos.

A comunidade pode ajudar de outras formas, por exemplo: contratando ou indicando empregos para as pessoas assistidas pelos vicentinos. 

Para ajudar a Sociedade São Vicente de Paulo a continuar o trabalho, você pode entrar em contato pelo telefone 3351-4817 ou no e-mail: ssvpccarcos@hotmail.com.

Mudança de vida

A vice-presidente do Conselho Central de Arcos contou ao CCO que a SSVP não mudou apenas as vidas das pessoas assistidas, mas, também, a dela. “Entrei para a SSVP há 12 anos num momento de profunda depressão, quando pensava somente em morrer. Na conferência, encontrei uma verdadeira família que me acolheu com muito carinho e mostrou o quanto fazer o bem pode ajudar não só os outros, mas principalmente a nós mesmos. Aprendi com eles o valor da caridade, humildade e fé. Isso me fez querer ser vicentina para o resto da vida”, concluiu Imaculada.