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Vice-prefeito de Arcos se manifesta diante de mandados de busca e apreensão

“Em respeito ao sigilo da investigação, sou impedido de expor detalhes. Mas reafirmo: não pratiquei nenhum ato de pedofilia”.

Publicada em: 27 de junho de 2019 às 16h55
Arcos
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Na tarde de hoje, 27, a promotora Juliana Vieira disse ao Jornal e Portal CCO que o procedimento investigativo referente aos mandados de busca e apreensão na casa do vice-prefeito de Arcos, Halph Carvalho, continua em segredo de justiça, acrescentando a seguinte informação: "Os fatos não estão relacionados à sua função pública e tampouco envolvem suspeita de pedofilia". Os mandados foram cumpridos na tarde de terça-feira, 25, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 1ª e 2ª Promotorias de Arcos, e pelas polícias Militar e Civil. Não foram divulgados detalhes.

Com o propósito de publicar uma notícia com mais conteúdo, uma vez que as Polícias e o MP não podem se manifestar, procuramos o vice-prefeito para que ele esclarecesse o que aconteceu. Nesta tarde, ele enviou a Nota abaixo à nossa Redação:

 

Neste momento me dirijo a todos para esclarecer o ocorrido nos últimos dias e para evitar especulações ou que sejam espalhadas falsas notícias.

Inicialmente, é importante deixar claro que, no momento, não respondo a nenhum processo e não fui preso.

O que aconteceu é que foi iniciada uma investigação policial, na qual estou envolvido. A referida investigação não tem qualquer natureza ou vinculação à pedofilia.

Tão logo tomei conhecimento da investigação, imediatamente me coloquei à disposição da polícia, acompanhei os policiais do quartel até minha residência e entreguei, espontaneamente, todos os objetos por eles solicitados, como também, outros que pudessem contribuir para as investigações; e ainda forneci todas as senhas de acesso aos meus equipamentos eletrônicos.

Sem qualquer tipo de convocação ou intimação, fui para a delegacia no meu próprio carro, com o intuito de colaborar ao máximo com as investigações e prestar esclarecimentos perante a autoridade policial.

Estou e estarei, a todo momento, inteiramente à disposição da Justiça. Em respeito ao sigilo da investigação, sou impedido de expor detalhes. Mas reafirmo: não pratiquei nenhum ato de pedofilia. Este fato é de caráter estritamente pessoal, não tendo nenhum vínculo com as funções que exerço.

Quero dizer que o Judiciário tem meu total apoio e respeito para fazer seu trabalho, o qual é de extrema relevância para nossa sociedade.

Sou um homem de muita fé, caráter e, acima de tudo, respeito a Deus, razão pela qual em momento algum me omiti com a verdade junto às autoridades.

Como todo ser humano, tenho minhas limitações, fraquezas e posso ter agido de maneira a causar algum constrangimento aos envolvidos. A análise e o julgamento dos meus atos, agora, cabem ser feitas pelas autoridades competentes.

Mas de antemão, peço perdão por qualquer tipo de dano que posso ter causado.

 

Halph Carvalho