Arcoense Geovana, que levou seis tiros, precisa da ajuda da população de Arcos
Como ajudar? Compre, por R$ 10,00 cada número, a rifa de produtos da roça avaliada em R$ 300,00. Faça o Pix pela chave letslorenaribeiro2003@outlook.com (em nome de Letícia L. Ribeiro. Envie o comprovante no direct: @c.fabrina e receba o número do sorteio, que será dia 31 de janeiro (sábado), às 18h, ao vivo, pelo Instagram, na página @c.fabri
Há pouco mais de um ano, a arcoense Geovana Paula Rodrigues, de 27 anos, foi atingida com seis disparos de arma de fogo, totalizando 13 perfurações: no crânio, no fêmur, na face (retirada do globo ocular). Ela disse que o autor do crime foi o próprio marido, que teria cometido suicídio em seguida.
O fato ocorreu no dia 15 de janeiro de 2025, em Divinópolis. O processo está sob segredo de justiça. Geovana ficou internada em UTI e continuou passando por um processo de reabilitação quando teve alta, no ano passado.
Em vídeo divulgado em agosto de 2025 pela vereadora Jaiane Soares, Geovana aparece assentada em um leito hospitalar da Santa Casa de Arcos, relatando o fato. https://www.jornalcco.com.br/geovana-arcoense-e-uma-sobrevivente-de-violencia-domestica
Na manhã desta segunda-feira, 19 de janeiro, uma prima da Geovana, Fabrina Simões Cardoso, atualizou as informações para o CCO. Ela disse que em agosto de 2025, quando Geovana estava internada em Arcos, ela apresentou uma infecção no crânio chamada osteomielite, decorrente das cirurgias que precisou fazer após o atentado que sofreu. Na época, ela tomou antibióticos fortes por cerca de um mês. Todos acreditaram que a infecção havia sido controlada.
Mas no final de novembro para início de dezembro, Giovana começou a sentir dores muito fortes. A ferida no crânio, exatamente na região onde houve o afundamento e a cirurgia, voltou a apresentar secreção.Foi necessária nova consulta médica. Da Santa Casa de Arcos, ela foi encaminhada para um retorno em Divinópolis, onde havia sido operada anteriormente. A infecção havia retornado de forma mais agressiva e, naquele momento, já era caso cirúrgico.
Foi internada novamente no dia 3 de dezembro. Após alguns dias de avaliação, conseguiu passar por nova cirurgia no dia 16 de dezembro. Após essa cirurgia, ela apresentou um sangramento intracraniano e não voltou com lucidez. Desde então, permanece em tratamento contínuo, com cuidados médicos intensivos.
Atualmente está internada em Oliveira, sem previsão de alta. “Além de todo o histórico das cirurgias no crânio, é importante lembrar que ela foi vítima de seis disparos, totalizando 13 perfurações pelo corpo, e ainda está em processo de recuperação do fêmur, o que torna sua reabilitação longa e complexa”, ressalta Fabrina.
Sem renda
Desde novembro, Giovana não recebe nenhum auxílio do INSS, mesmo já tendo passado por perícia. Enquanto isso, os custos com tratamento, medicações, fraldas, pomadas, talco e cuidados em geral aumentam. Futuramente, ela também vai precisar de prótese ocular e de procedimentos relacionados ao crânio.
“Até o momento não conseguimos viabilizar esses atendimentos pelo SUS. Por tudo isso, nós iniciamos uma rifa solidária, com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento e na reabilitação da Giovana, que ainda tem um caminho longo pela frente”.
Ela não conseguiu, pelo SUS, exames de ressonância e eletroneuromiografia. Também precisa de recursos para ajudar a pagar pela medicação de uso contínuo que fica em torno de R$ 800,00 ao mês, além do aluguel de uma moradia. Ela não tem casa própria. Em 2025, nos primeiros meses após a alta, morou com familiares. Com a chegada dos móveis dela que estavam em Divinópolis, familiares providenciaram o aluguel de uma casa. Ela ficava também na casa de uma avó, mas ela faleceu em novembro de 2025.
Contribua e compartilhe a história da Geovana, para que outras pessoas também possam ajudar.
