Família da arcoense Geovana agradece pelo apoio em Ação Solidária
Fabrina Cardoso e o marido dela, Marciano Mendonça, realizaram a live com o sorteio da rifa de uma cesta de produtos da roça avaliada em R$ 300,00, no dia 31 de janeiro. A ganhadora foi Fernanda Resende.
Em seu perfil no Instagram, Fabrina agradece a todos pela generosidade e relata que a família está recebendo novos brindes doados para sorteio. “Em breve teremos outra rifa para continuar ajudando nessa caminhada”.
A ganhadora da rifa também comentou em seu perfil no Instagram: “Que bênção em ter ganhado essa cesta com coisas plantadas e colhidas com tanto amor! Deus abençoe infinitamente a vida de vocês e da Geovana. Conte comigo sempre! Muito obrigada por essas preciosidades!”
Novecentas pessoas contribuíram na Ação Solidária em benefício da arcoene Geovana Paula Rodrigues, de 27 anos, que há pouco mais de um ano foi atingida com seis disparos de arma de fogo. Ela sofreu 13 perfurações: no crânio, no fêmur, na face (retirada do globo ocular).
Em vídeo divulgado em agosto de 2025 pela vereadora Jaiane Soares, Geovana aparece assentada em um leito hospitalar da Santa Casa de Arcos, relatando o fato. Ela disse que o autor do crime foi o próprio marido, que teria cometido suicídio em seguida. O fato ocorreu no dia 15 de janeiro de 2025, em Divinópolis. O processo está sob segredo de justiça.
Ela ficou internada em UTI e continuou passando por um processo de reabilitação quando teve alta, no ano passado.
Em agosto de 2025, quando Geovana estava internada em Arcos, apresentou uma infecção no crânio (osteomielite), decorrente das cirurgias que precisou fazer após o atentado que sofreu. Foi feito o tratamento, mas no final de novembro ela começou a sentir dores muito fortes e foi necessário novo procedimento cirúrgico, no dia 16 de dezembro.
Após essa cirurgia, apresentou um sangramento intracraniano e não voltou com lucidez. Desde então, permanece em tratamento contínuo, com cuidados médicos intensivos. Ficou internada em Oliveira. No dia 31 de janeiro, foi transferida para uma clínica de reabilitação em Bambuí.
Sem renda
Desde novembro, Giovana não recebe nenhum auxílio do INSS, mesmo já tendo passado por perícia. Enquanto isso, os custos com tratamento, medicações, fraldas, pomadas, talco e cuidados em geral aumentam. Futuramente, ela também vai precisar de prótese ocular e de procedimentos relacionados ao crânio.
“Até o momento não conseguimos viabilizar esses atendimentos pelo SUS”, disse Fabrina.
Ela não conseguiu, pelo SUS, exames de ressonância e eletroneuromiografia. Também precisa de recursos para ajudar a pagar pela medicação de uso contínuo que fica em torno de R$ 800,00 ao mês, além do aluguel de uma moradia. Ela não tem casa própria. Em 2025, nos primeiros meses após a alta, morou com familiares. Com a chegada dos móveis dela que estavam em Divinópolis, familiares providenciaram o aluguel de uma casa. Ela ficava também na casa de uma avó, mas ela faleceu em novembro de 2025.
