Meus desejos para Arcos em 2026
Por: João Francisco Loyola Teixeira
Meus desejos para Arcos em 2026 são, ao mesmo tempo, simples em seus objetivos e complexos em sua concretização prática, pois envolvem escolhas estruturantes de gestão, participação social e visão de futuro. Eles podem ser organizados em três eixos fundamentais: o fortalecimento do desenvolvimento econômico, a proteção e integração social e a modernização administrativa com foco na eficiência e na melhoria da prestação de serviços públicos.
No campo do desenvolvimento econômico, é indispensável que Arcos avance na redução de entraves burocráticos, na segurança jurídica para investimentos e na criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo, à inovação e à geração de empregos. Para isso, é essencial ampliar a participação do município em programas de apoio institucional e de melhoria do ambiente de negócios oferecidos gratuitamente pelo Governo de Minas Gerais e pelo Governo Federal.
Esse avanço precisa ser acompanhado de uma atualização técnico-legislativa responsável, abrangendo normas como o Código de Posturas, o Código Tributário, o Código de Obras, a Lei de Uso e Ocupação do Solo e demais instrumentos que impactam diretamente o ordenamento urbano, o licenciamento e a atratividade econômica do município. A revisão do Plano Diretor, prevista no Estatuto da Cidade (Lei Federal n. 10.257/2001), deve ser conduzida com participação social qualificada, embasamento técnico e visão de longo prazo, garantindo desenvolvimento sustentável, mobilidade adequada, regularização fundiária responsável e maior previsibilidade para quem empreende e investe no município.
Também é desejável que Arcos avance na diversificação de sua matriz econômica, estimulando cadeias produtivas ligadas à indústria, aos serviços, ao turismo regional, à logística e à tecnologia, ao mesmo tempo em que valoriza suas vocações já consolidadas. No eixo social, é fundamental fortalecer as instituições e organizações que desempenham papel essencial na proteção e no cuidado com os mais vulneráveis, como a APAE de Arcos, o Asilo Arcoense e demais entidades filantrópicas que atuam de forma complementar às políticas públicas. Essas organizações necessitam de apoio contínuo, articulação institucional e integração com as áreas de saúde, educação e assistência social, de modo que a cidadania seja promovida de forma colaborativa entre poder público, sociedade civil e comunidade.
A saúde deve permanecer como uma das prioridades do município, tanto no investimento em infraestrutura e equipamentos quanto na valorização dos profissionais e na melhoria da resolutividade dos serviços. A população arcoense almeja hospitais estruturados, atendimento humanizado e políticas públicas que dialoguem com qualidade de vida, educação de melhor desempenho e mobilidade social. Esses objetivos também convergem com compromissos administrativos já assumidos na gestão do atual prefeito, Dr. Wellington, e devem ser fortalecidos com planejamento contínuo e responsabilidade institucional.
No que diz respeito à gestão pública, desejo ao funcionalismo municipal coragem administrativa, espírito público e disposição para atualização profissional. O avanço de novos marcos legais e diretrizes nacionais, como a Lei de Governo Digital (Lei n. 14.129/2021) e as políticas de transformação digital, exige modernização de sistemas, automação de processos, interoperabilidade entre setores e melhoria do atendimento ao cidadão. A adoção de novos softwares, fluxos e modelos de gestão não deve ser vista como imposição burocrática, mas como instrumento de eficiência, transparência e respeito ao contribuinte. A melhoria deve ser continua e sempre olhar para as novas soluções tecnológicas que estão aparecendo.
É igualmente importante que a administração municipal fortaleça a sustentabilidade fiscal, o planejamento de médio prazo e a boa governança, em consonância com os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n. 101/2000). A qualificação da arrecadação, o uso responsável dos recursos públicos e a definição de metas e indicadores de desempenho contribuem para garantir continuidade de políticas públicas e maior previsibilidade institucional.
Desejo que Arcos, em 2026, seja reconhecida como uma cidade capaz de atrair empresas, estimular o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, oferecer condições dignas de desenvolvimento humano, familiar e profissional. Que seja um município onde a participação social seja valorizada, os conselhos municipais sejam atuantes, o diálogo entre sociedade, setor produtivo e poder público seja permanente e o planejamento seja conduzido com transparência e compromisso público.
Por fim, desejo que a continuidade da gestão municipal seja guiada por responsabilidade, visão estratégica e respeito à população, e que, nas eleições de 2026, o arcoense exerça seu voto com consciência cívica, especialmente na escolha de deputados estaduais e federais que verdadeiramente representem os interesses do município, defendam suas pautas e contribuam para um futuro mais próspero, livre, institucionalmente sólido e orientado ao desenvolvimento, não ao populismo.
