Palestras sobre hanseníase nas unidades básicas de saúde de Arcos
Essa é uma das ações programadas para o Janeiro Roxo no Município
Estamos no Janeiro Roxo, mês de intensificação da conscientização sobre a Hanseníase.
De acordo com informações obtidas na Vigilância em Saúde, recentemente havia apenas uma paciente em Arcos em tratamento referente a hanseníase, uma mulher, que já teve alta em dezembro e está curada.
A enfermeira Roberta Diniz, coordenadora da Vigilância em Saúde no Município de Arcos, reforça que paciente em tratamento regular não transmite a doença. “A transmissão da hanseníase ocorre após um convívio muito próximo, frequente e prolongado com um paciente que não esteja em tratamento. O contato pela pele/toque não transmite a doença”.
Pacientes que estão com a doença progredindo geralmente usam ataduras. Isso pode significar falta de tratamento e/ou cuidados. Mas essas pessoas não são a principal via de transmissão em um contato casual, segundo a enfermeira.
Ações que serão realizadas em Arcos neste mês de janeiro
• Vídeo institucional com a dermatologista Ethel, informando sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da hanseníase;
• Reunião técnica da dermatologista Ethel com a rede de médicos e enfermeiros do Município, abordando sobre condutas e manejo da hanseníase;
• Palestras educativas sobre hanseníase, nas salas de esperas das unidades básicas de saúde.
“Há pessoas que convivem com a doença sem saber”
Informações divulgadas pela Agência Minas de Notícias:
O Governo de Minas passa a ofertar testes moleculares na rede pública de saúde para o enfrentamento à hanseníase, realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Os exames auxiliam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento, fortalecendo a atuação da rede pública de saúde no estado.
A iniciativa amplia o apoio laboratorial ao diagnóstico clínico da doença, especialmente no acompanhamento de contatos de casos já confirmados e na definição mais precisa da conduta terapêutica. Para o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o diagnóstico precoce é decisivo para interromper a transmissão e evitar sequelas.
“A hanseníase é uma doença histórica, muitas vezes esquecida, mas que continua presente. Em Minas, são mais de mil casos notificados todos os anos, e há pessoas que convivem com a doença sem saber. Por isso, prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença”, destaca Baccheretti. Segundo o secretário, o fortalecimento da rede de cuidados começa na Atenção Primária à Saúde.
Com capacidade para realizar cerca de 500 exames ao longo de 2026, a Funed recebeu kits do Ministério da Saúde para a execução inicial de mais de 280 testes moleculares. A oferta é inédita na rede pública estadual e amplia o suporte ao diagnóstico clínico da hanseníase, sobretudo em situações que exigem maior precisão na definição do tratamento.
Minas Gerais apresenta índices de detecção historicamente abaixo da média nacional, com 1.294 casos registrados em 2024 e 1.080 em 2025. Para obter sucesso no combate à hanseníase de acordo com a realidade de cada região de Minas, a SES-MG mantém como prioridade o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação das equipes municipais e a ampliação da identificação precoce dos casos.
Diagnóstico, tratamento e informação
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e dermatoneurológico, realizado nas unidades de saúde. O tratamento é gratuito, disponível na rede pública, e consiste na poliquimioterapia, com duração de seis a 12 meses, conforme a forma clínica da doença. Após a primeira dose, o paciente já não transmite a hanseníase.
O médico dermatologista e hansenologista Yargos Rodrigues Menezes explica que a doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. “Os sinais incluem manchas com alteração de sensibilidade, caroços, feridas que não cicatrizam e queimaduras que o paciente não sente. O tratamento começa no mesmo dia do diagnóstico e garante a cura”, afirma.
Além dos desafios clínicos, a hanseníase ainda é marcada pelo estigma, o que contribui para diagnósticos tardios. Para Yargos, ampliar a informação é essencial para mudar esse cenário. “Informação de qualidade ajuda a desconstruir o preconceito e evita sequelas irreversíveis”, destaca.
Com informações da Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/janeiro-roxo-governo-de-minas-fortalece-combate-a-hanseniase-com-testes-moleculares-ineditos-na-rede-publica
