Prefeitura inicia retirada de lixo em rua do Jardim Bela Vista em Arcos
Na última terça-feira, 04 de novembro, o CCO produziu e postou reportagem intitulada: Moradores do Jardim Bela Vista estão inseguros com a presença de usuários de drogas.
Por se tratar, aparentemente, de pessoas que estão sob efeitos de entorpecentes, a comunidade está receosa, principalmente os idosos.
Na quarta-feira, 05, o CCO foi informado, por uma moradora, que houve reforço da presença da Polícia na rua.
O CCO mostrou imagens da sujeira no terreno próximo à passarela que liga os bairros Jardim Bela Vista e Juca Dias. Segundo relatos, trata-se de um ponto de encontro de usuários de drogas.
Depois da denúncia publicada em nosso site, a Prefeitura retirou o lixo da rua, mas não do terreno, porque os prováveis moradores não estavam lá.
Há um único cômodo em um canto, com abertura de janela, mas sem janela. Do lado externo (sem telhado), a presença de um colchão amarrado em cima da brita e várias roupas dentro de um caixote sinalizam que alguém está “morando” ali. Não havia ninguém quando o CCO esteve lá. Não se pode afirmar que os prováveis moradores sejam usuários de drogas. O CCO não tem conhecimento disso. De qualquer forma, é importante que sejam orientados a buscar ajuda junto aos órgãos públicos, para saírem da condição de vulnerabilidade.
Assistência Social
Na tarde dessa quinta-feira, 06 de novembro, o CCO entrou em contato com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Integração Social, para saber se já foi feita a busca ativa no local. Em seguida, recebemos uma Nota de uma servidora do CREAS (Centro de Referência de Assistência Social). Leia abaixo:
Primeiramente é importante falar do trabalho ofertado pelo CREAS, onde atendemos famílias e indivíduos como idosos, mulheres, crianças e adolescentes, bem como pessoas com deficiência que tiveram seus direitos violados por maus tratos, abandono, negligência, entre outros.
No caso em questão, nos dirigimos até o local a pedido do Secretário de Assistência Social e não encontramos ninguém. As informações que temos são as que foram apresentadas pela reportagem, uma vez que em nenhum momento o caso foi encaminhado ao CREAS, conforme protocolo de atendimento, ou seja, não foi encaminhado pela rede socioassistencial, pela saúde, pelos órgãos de Justiça e segurança pública. Desse modo, não sabemos se existe algum membro da família (idoso, criança e/ou adolescente, pessoa com deficiência ou ainda mulher vítima de alguma violação de direitos), então, logo não temos conhecimento do caso e informamos ainda que não existe nenhuma família cadastrada nos acompanhamentos técnicos, que reside naquele endereço.
Quanto à abordagem social, vale salientar que realizamos tal serviço voltado para a população de rua e, pelas informações que tivemos através da reportagem, as pessoas residem na casa e não estão em situação de rua.
Informamos também que, caso a família seja encaminhada ao CREAS e necessite dos serviços ofertados pelo equipamento, realizaremos o acompanhamento como de costume.
Sobre a questão dos usuários de drogas, ressaltamos que se trata de uma questão de saúde, e a porta de entrada para tratar os vícios, que são considerados questões de saúde, eles devem procurar a UBS do bairro.
Importante salientar ainda que caso a família ou indivíduo do caso em tela estivesse em acompanhamento pelo serviço do CREAS, por questões éticas e de sigilo, não nos é permitido repassar informações aprofundadas das intervenções realizadas com famílias e indivíduos. Assegurando o direito deles.
Sem mais a acrescentar, nos colocamos à disposição em caso de eventuais dúvidas.
Att.,
Karyne de Faria Teixeira
Mesma situação em dezenas de bairros
Em Nota, a Polícia Militar informa que o local [entorno da passarela] “é frequentado, sabidamente, por usuários de álcool e drogas”, havendo crimes de furto, agressões e tráfico de entorpecentes. “[...]Diversas abordagens são feitas naquelas imediações quase todos os dias, mas quando os militares verificam a situação dos abordados e não há nada contra eles (pendências judiciais), automaticamente eles são liberados. [...]A maior parte dessas pessoas são reincidentes no crime, ou seja, já foram presas, mas pela fragilidade das leis, estão nas ruas e voltaram a praticar delitos. [...]”.
A Polícia Militar informou ao CCO que o mesmo problema tem ocorrido em dezenas de bairros de Arcos, inclusive pela fragilidade das leis.
É importante que todos fiquem atentos e reforcem a vigilância não somente dos imóveis e bens materiais, mas, principalmente, das crianças, dos adolescentes, jovens, idosos e demais indefesos, afinal, pessoas sob efeito de drogas estão nas ruas.





