Programa Escola Cívico-Militar poderá ser implantado em 3 escolas de Arcos
O modelo tem demostrado evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), redução da evasão escolar e resultados positivos nas taxas de aprovação, de acordo com divulgação da SEE
O processo de ampliação do Programa das Escolas Cívico-Militares, com escuta ativa das comunidades escolares, está sendo executado em escolas da rede estadual de Minas.
Nesta primeira etapa, será realizada uma assembleia nas escolas, reunindo todos os segmentos da comunidade escolar — gestores, estudantes, professores, servidores e famílias — para que possam manifestar suas opiniões.
É relatado que o modelo não implica mudanças na estrutura pedagógica, curricular, de pessoal ou de gestão das escolas, de acordo com informação da Secretaria de Educação do Estado (SEE) de Minas.
Em Arcos, segundo informação obtida junto a uma inspetora de ensino, a autorização veio para as escolas estaduais Yolanda Jovino Vaz, Vila Boa Vista e Berenice de Magalhães Pinto, com solicitação feita pela Secretaria de Educação do Estado.
De acordo com a SEE/MG, “a eventual implantação ocorrerá em escolas selecionadas, a partir da conclusão da análise em andamento, e não necessariamente em todas as unidades onde houver manifestação favorável”.
A proposta prevê uma gestão colaborativa entre a SEE/MG, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Ainda de acordo com a Assessoria de Comunicação da SEE, “a atuação é voltada à promoção de valores como respeito, responsabilidade, cooperação e disciplina”. O objetivo é contribuir para a “melhoria da convivência escolar e o fortalecimento da cultura de paz”.
Resultados
A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação do Estado informou ao CCO os resultados das escolas que aderiram ao programa. “Desde que o Governo de Minas adotou a Política Educacional de Gestão de Escolas Cívico-Militares, em 2020, o modelo tem demonstrado resultados positivos em diversos indicadores educacionais. Um dos destaques está na evolução do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas etapas finais do ensino fundamental. A média das escolas cívico-militares saltou de 3,5 em 2017 para 5,0 em 2021, mantendo-se acima da média anterior mesmo com a leve oscilação registrada em 2023, quando atingiu 4,6. No ensino médio, o crescimento também foi expressivo: de 2,8 em 2017 para 3,8 em 2021, alcançando 4,0 em 2023 — um avanço gradual e consistente”.
Foi verificada a redução da evasão escolar. “A taxa média de abandono em todas as nove escolas cívico-militares caiu de 4,92% em 2022 para 2,96% em 2023”.
E ainda: as taxas de aprovação apresentaram resultados positivos. “De acordo com o Censo Escolar de 2022, a média da taxa de aprovação nos anos iniciais e finais do ensino fundamental nas escolas cívico-militares foi de 92,80%, enquanto no ensino médio chegou a 82,81%.
Programa está ativo em 9 escolas mineiras
O Governo Federal (atual gestão de Lula) encerrou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), mas em Minas Gerais o modelo foi mantido. Passou a contar com a presença dos militares do Corpo de Bombeiros, auxiliando no ambiente escolar, inclusive com a prevenção de acidentes, nas nove escolas estaduais mineiras onde atualmente o programa está ativo.
De acordo com divulgação na página do deputado Coronel Henrique, essas nove escolas estão em Belo Horizonte, Contagem, Ibirité, Itajubá, São João de Rei, Três Corações, Bias Fortes. Outras 11 municipais também existem no Estado, porém, com gestão própria de cada Prefeitura.
Indicações para Arcos
As indicações para Arcos foram feitas pelo deputado estadual Coronel Henrique, natural de Barbacena. Ele é médico-veterinário e Coronel do Exército Brasileiro, com pós-doutorado.
Atuou durante 23 anos na Academia Militar das Agulhas Negras, onde foi diretor do Hospital Veterinário. Também foi professor e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária de Valença.
Em sua página na Internet, ele relata: “No modelo de ensino Cívico-Militar, os professores continuam responsáveis pelo trabalho desempenhado nas salas de aula. Já os militares, trabalham no auxílio à infraestrutura e à administração das Escolas, assim como na melhoria da educação, transmitindo valores como disciplina, respeito e ética aos alunos”. Portanto, os militares atuam no ambiente externo à sala de aula.
Leia mais em: https://www.coronelhenrique.com.br/destaques/escolas-civico-militares
Opiniões
O CCO está preparando uma reportagem para ouvir argumentos de quem é contra e de quem é a favor do modelo de escolas cívico-militar. Se você tem conhecimento sobre o programa e quer se manifestar, entre em contato pelo e-mail portalcco@gmail.com ou pelo WhatsApp 37 9 9928-3335.


