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O CONSOLO NAS TRIBULAÇÕES

(Parte 1)

Publicado em: 25 de maio de 2020 às 09h12
Identidade Presbiteriana

(Artigo publicado pelo jornal CCO impresso em 16/05/2020) - Edição 2051

Pastor Presbiteriano - Éder Henrique

 

Em algum momento você já se questionou sobre o porquê há tanto sofrimento no mundo? Como explicar o aparecimento de terríveis doenças na vida de pessoas boas?  Normalmente, essas perguntas nem sempre tem uma resposta simples, porque vão além do nosso limitado conhecimento, às vezes, fogem ao campo da lógica e normalidade humana, pertencendo aos mistérios do bom Deus. Contudo, pode-se afirmar que qualquer tipo de sofrimento, ou tribulação, pode ser vista e aproveitada como bênção, porque Deus pode usar as tribulações e os sofrimentos como momentos de provação da própria fé, ou até mesmo para que as pessoas se aproximem de Deus.

O texto de 2ª Coríntios 1.1-11 é um clássico registro sobre o consolo nas tribulações. O apóstolo conheceu de perto as perseguições, viu a morte bem próxima e sofreu na pele todo tipo de incompreensão, provações físicas, diversos perigos, as perseguições e até mesmo as ansiedades que surgem no exercício da missão do Reino de Deus, entretanto, Paulo aprendeu sempre a dar graças ao Senhor Deus, por isso ele inicia com gratidão ao expressar que "Deus é bendito". O texto enfatiza a solidariedade da Igreja no sofrimento e a comunhão na consolação (versos 6 e 7; 1ª Co 12.26). Paulo deixa bem claro que o consolo nas tribulações vem tão somente de Deus, "o Pai de misericórdias e Deus de toda a humanidade ". Contudo, o consolo divino não isenta nenhuma pessoa das tribulações, porque uma das razões por que Deus manda tribulação para os crentes, é que Ele quer que experimentem Seu conforto. Eis aí o caráter positivo das tribulações que a vida cristã nos desafia a descobrir.

Não afirmo que as tribulações da vida tenham aspectos redentores que salvam a alma, porque a Bíblia Sagrada deixa claro que a salvação da alma é um dom exclusivo de Deus, por meio de Jesus Cristo, mas que o nosso Deus se serve das mesmas para promover o crescimento do próprio homem (Rm 5.3,4). O Espírito Santo ganha nas Escrituras o nome de "Consolador" - promessa de Jesus cumprida para o conforto de toda a comunidade cristã. É ele que, de forma singular, imprime ao sofredor as energias para a sua vitória (Jo 14.16-18; 16.7-11).  O consolo nas tribulações é efetuado por Deus, o Consolador. Paulo experimentou isto durante todo o seu apostolado. Dizia que "todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28), ou seja, é suficiente saber que Deus é poderoso, bom e permite a passagem por tribulações e sofrimentos por motivo de poder, correção e até mesmo a demonstração de amor.

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