Agropecuária Teixeira e Silva

O que Deus nos ensina por meio de um vírus?

(PARTE 2)

Publicado em: 20 de julho de 2020 às 09h33
Identidade Presbiteriana

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 11/07/2020) - Edição 2059

Pastor Presbiteriano Éder Henrique

Nos últimos quatro meses, temos vivenciado um período sem precedentes para nossa geração, através do surgimento do Coronavírus mudou nossa essa realidade. A ameaça invisível transformou o estilo de vida. Atualmente, o distanciamento social se tornou a norma, pois algumas pessoas podem estar infectadas e não apresentar qualquer sintoma, enquanto em outros, os indícios são tão graves que podem levar à morte. Assim, o afastamento se tornou uma expressão de amor e cuidado, quando há apenas alguns dias, ele seria considerado manifestação de indiferença. O vírus mexeu com muitos ídolos, principais objetos da adoração popular: o esporte, o entretenimento e a prosperidade. É possível refletir sobre dois ensinamentos de Deus diante de um vírus tão amedrontador. No estado de isolamento social, sem poder correr de um lado para o outro, sem poder se distrair com a sensação de estar muito atarefado com outras coisas, várias pessoas tiveram que repensar o que, de fato, é importante nessa vida. O medo de perder parentes e amigos queridos, não poder realizar sequer um ofício fúnebre para alguns que foram vitimados pela Covid 19, fez com que alguns repensassem na importância de seus relacionamentos. Para as famílias que gozam de bom relacionamento, o isolamento social permite que elas tenham mais tempo para realizarem atividades afins. No entanto, para aqueles cujos relacionamentos eram fragilizados, o isolamento mais parece um inferno. Nesses momentos, a avaliação quanto ao cultivo de relacionamentos profundos e benéficos é sempre bem-vinda!

Períodos e aflições acabam testando nossa fé. Ao escrever sobre isso, o apóstolo Pedro exortou seus leitores: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1Pedro 1.6-7). É interessante que o apóstolo compare a fé ao ouro, um dos metais mais valiosos e duradouros desde a antiguidade. Porém, haverá um dia no qual o valor do ouro será relativizado, mas a fé genuína sempre será de grande valor aos olhos de Deus. A verdadeira fé conecta o crente ao Senhor Jesus, o qual é nossa esperança (cf. 1Tm 1.1) e, por isso, mesmo em meio às aflições de uma pandemia, o crente pode caminhar esperançoso. Aquele que possui uma fé genuína não olha para o sofrimento como algo que o define, mas como um agente que refina sua fé e confiança no Senhor.

Enfim, o fato de vivermos dias difíceis não precisa ser desesperador, mas pode ser pedagógico para todos nós. Deus, em sua soberania e providência, não foi "pego de surpresa" pelo surgimento e avanço desse vírus. Na verdade, ele usa até esse inimigo invisível para ensinar algumas lições à humanidade contemporânea. Quem tem ouvidos para ouvir, deveria estar atento.

Identidade Presbiteriana por Igreja Presbiteriana do Brasil em Arcos

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