Vende-se Apartamento

Um novo normal

Publicado em: 26 de outubro de 2020 às 09h02
Coluna Esporte

(artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 24/10/2020) - Edição 2074

Marlon Santos

ALÔ, ARCOS! O normal seria a presença de público nos estádios e muita vibração dentro e fora das quatro linhas. Mas, atualmente, o que estamos assistindo é um futebol sem torcida e consequentemente sem o calor humano nas arquibancadas, uma cena deprimente. Porém, o problema da violência continua imperando de fora dos gramados e nem mesmo a pandemia abrandou o coração dos humanos.

O torcedor não aceita a derrota de sua equipe e logo querem cobrar de forma violenta, algo lastimável e que deixa todos perplexos, pois pensávamos em novos tempos onde todos se respeitariam. Cito o exemplo do Cruzeiro de Belo Horizonte, que caminha a passos largos para continuar da segunda divisão do brasileiro ou até mesmo ser rebaixado para série C, o que seria algo terrível para uma equipe que tem tantas glórias e uma imensa torcida. Mas, temos que observar que o grupo de jogadores é muito ruim e que a diretoria passada deixou um mar de lamas para os atuais diretores e o leigo torcedor tem a noção exata de tudo que estou relatando, mas, preferem pressionar e usar do vandalismo para terem retorno rápido, algo que geralmente trás mais prejuízos para todos envolvidos.

No ano passado usaram deste mesmo artifício para pressionar o time e os diretores, mas não obtiveram nenhum resultado satisfatório, ou seja, depredar patrimônio do clube e ameaçar jogadores não é e nunca foi a melhor solução. Infelizmente o torcedor é fanático e insiste neste tipo de atitude, para tristeza dos amantes do futebol.

 

Violência nos estádios

O futebol como desporto é considerado por muitos como a grande paixão popular e para a crítica desportiva, é como o maior fenômeno social dos últimos anos. Essa afirmação é fácil de ser observada ao se analisar o amor que os torcedores têm pelo seu clube.

Porém, há certo tempo que uma inquietação vem incomodando o dia-a-dia de todo torcedor apaixonado por futebol: o caso da violência presente a cada dia mais nos estádios. Esse fato tem afastado o torcedor do estádio, que vem optando por, várias vezes, assistir aos jogos em casa, diante do conforto e, principalmente, distante da violência.

Não resta a menor dúvida de que o futebol é um esporte em que ocorre muito contato, muitas vezes até de forma bem agressiva, o que pode acarretar na agressividade física e caracterizar o futebol como um esporte violento. O futebol, como meio de expressão de identidades nacionais ou locais, tornou-se tema comum de ensaio e pesquisa da canalização de algumas formas de agressividade que têm ocorrido num jogo de futebol, não precisamente dentro do campo, mas em todo o estádio, sobretudo nas arquibancadas, o que, de certa maneira, está imbuído no contexto desse esporte. Nessa perspectiva, várias foram as reflexões sobre a interferência da violência registrada no ambiente futebolístico, tomando-se como referência as aqui citadas.

 

Próximas edições

Nas próximas edições irei realizar uma série de matérias mostrando a realidade de nossos estádios durante este período de pandemia, pois a maioria deles está inutilizável, por não haver futebol em nossa cidade. Entre os estádios que irei visitar estão: o Juca Pequeno, João Vaz Sobrinho e Joaquim Caetano Sobrinho. O torcedor irá acompanhar de perto a situação de cada um destes estádios, pois alguns já estão realizando obras e benfeitorias para que o torcedor possa desfrutar em um futuro próximo. Mas, também têm aqueles velhos problemas que ainda não foram sanados e em período eleitoral tudo parece ser fácil, mesmo sabendo que tiveram oportunidades de resolver antes. Assistimos de perto a falta de respeito com o desportista, que usa sanitários inadequados e em alguns estádios falta até mesmo limpeza. Porém, tudo será mostrado ao leitor deste jornal, com imagens que poderão trazer um pouco de alegria e de tristeza.

Coluna Esporte por Marlon Santos

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