Vende-se Apartamento
RECORTES DO TEMPO – HISTÓRIAS DE ARCOS

Edvando Santos trabalhou por 37 anos gerenciando fábricas de costura

Publicada em: 01 de agosto de 2019 às 10h37
Arcos
Recortes do Tempo - Histórias de Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 27/07/2019) - Edição 2011

 

Edvando Moreira Santos, de 65 anos, é um dos funcionários mais experientes do ramo de confecções na cidade de Arcos. Mestre em Indústria de Confecções, Edvando trabalhou por 37 anos gerenciando e ensinando a centenas de funcionários em fábricas de costura, entre elas a fábrica Arcos Confecções, conhecida também como “fábrica do Geraldo”. Em entrevista a Dalvo Macedo, colaborador do Jornal CCO no projeto Recortes do Tempo – Histórias de Arcos, Edvando falou de sua trajetória no ramo da confecção no município.

Casado com Maria Rita Moreira Santos, Edvando teve três filhas: Leila Moreira Santos (in memoriam), Viviane Moreira Santos e Aline Moreira Santos. O casal também tem cinco netos.

Natural da cidade de Rubim – MG, trabalhou com alta costura por dois anos em uma fábrica na capital mineira. Depois de um tempo, foi procurado pelo proprietário da Arcos Confecções, que o convidou para vir para Arcos e gerenciar sua fábrica. Edvando chegou a Arcos com sua família em março de 1982, começando a gerenciar uma equipe de 60 funcionários, ensinando a cortar pelo molde e a realizar montagens. Na fábrica, trabalhavam com jeans, calças, camisas, jaquetas, bermudas e shorts, de várias marcas famosas como: Ellus, Vide Bula, Divina Decadência, Sputnik, Disritmia – DTA, Sup-Verona e Alphorria.

Após alguns anos, os 60 funcionários passaram a ser 240. Mas em suas lembranças, ainda permanece o nome de alguns dos primeiros funcionários: Sr. Luiz Lima, Dona Maria Dias, Dona Preta, Geralda Vieira, Olemar Gonçalves, Dona Nadir Miranda, Carlinho (Zé do Zeca), Valter (Bulau), Ivan Geraldo, Maria dos Reis, Alemar Borges, Manuela, Dona Aparecida e outros. Segundo ele, muitas dessas pessoas ainda atuam no mesmo segmento, sendo donos do próprio negócio.

Edvando diz que sente saudade daquele tempo, quando, diferente dos dias de hoje, havia muito companheirismo no dia a dia de trabalho e muita amizade entre os funcionários. Ele conta que muitas dessas amizades permanecem, e que ele faz parte de um grupo de WhatsApp no qual esses amigos se reúnem para conversar.

Edvando também chegou a trabalhar com sua esposa, suas filhas, seu pai e cunhado, dando assim oportunidade de emprego para sua família. Segundo ele, a fábrica contava com muitas pessoas da mesma família. Destacou que era um lugar onde se dava muitas oportunidades para o primeiro emprego, permitindo assim que jovens aprendessem uma profissão.

Atualmente, Edvando está aposentado e trabalha na confecção Isabela Garcia Lingerie, no corte e como orientador.

 

 

Lembranças de Arcos    

Da época em que chegou a Arcos, Edvando tem em sua memória as festas e os vários locais em que a juventude se reunia para se divertir nos fins de semana. “Quando cheguei a Arcos, encontrei aqui um final de semana bem diferente do de hoje, com várias opções noturnas: Chapéu de Palha, Varanda, Tio Patinhas. Lembro até do “Boteco do Alfeu”, de madeira, onde já frequentei. As boates acabaram e está sem outras opções para os jovens de Arcos nos finais de semana”, comentou.

Edvando conta que também participava de jogos de futebol, gincanas, do bloco de Carnaval ‘Superamigos’, de excursões para Furnas e de festas.

Na opinião dele, o que melhorou na cidade foi a infraestrutura, porque ele teve a oportunidade de ver a cidade crescer. Ele se lembra da abertura da avenida Magalhães Pinto e da construção do ginásio Poliesportivo.