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Joaquim: 50 anos a serviço da Igreja

‘Tudo o que a gente faz para Deus retorna como algo bom para a nossa vida. É um prazer fazer o que eu faço na igreja’ – diz Joaquim José da Silva

Publicada em: 30 de maio de 2017 às 13h02
Memória
Joaquim: 50 anos a serviço da Igreja

Aos 71 anos, Joaquim Souza da Silva é voluntário há cinco décadas na Matriz Nossa Senhora do Carmo

(Publicada pelo Jornal CCO impresso em 15-01-2017)

Em Atos dos Apóstolos, capítulo 20, versículo 35, Paulo lembra aos anciãos da igreja de Éfeso as palavras do próprio Senhor Jesus: “Há maior felicidade em dar do que em receber.” Existem vários exemplos na Bíblia que demonstram o valor que Deus dá às pessoas que se dedicam ao próximo ou a uma causa digna, não pelo ato em si, mas pelo sentimento que envolve aquela ação. Não há nenhuma dúvida de que foi o amor a Deus que motivou o arcoense Joaquim Sousa da Silva (71 anos) a trabalhar voluntariamente por 50 anos na Matriz Nossa Senhora do Carmo. A alegria com que ele conta sua história transparece em suas palavras.

Joaquim nasceu na comunidade rural de Santo Antônio. Filho de Anísia Maria da Silva e José Souza da Silva, ele foi o quinto de seis filhos: Efigênia, José, Benedito, Perpétua e Antônio. A vida profissional do aposentado começou em uma fazenda, onde trabalhou por 15 anos. Naquela época, ele resolveu oferecer seus serviços para a igreja. Aos 20 anos, Joaquim passou a ajudar o sacristão na preparação da igreja para as celebrações.

Em 1976, ele começou a trabalhar na Prefeitura. Quando o sacristão faleceu, Joaquim assumiu o lugar dele. “Então, passei a arrumar a igreja para as missas, conferir os microfones, ornamentar o altar e ajudar na limpeza. Quando o padre Batista assumiu, ele contratou uma moça e eu passei a abrir a igreja todo dia e ajudar nas missas das manhãs de domingo”, conta o aposentado.

Ao longo das cinco décadas de trabalho voluntário, Joaquim viu muitos seminaristas, padres e párocos passarem pela paróquia. Saudoso, ele lembra das pessoas com quem conviveu nesse tempo. “Quando comecei, era o monsenhor Geraldo Vasconcelos que estava à frente da matriz. Vários padres trabalharam pela nossa paróquia, alguns até já faleceram, outros estão doentes. Eu tive a oportunidade de assistir a muitas ordenações.”

O aposentado comenta que quem quiser ajudar pode oferecer seus serviços à igreja. “A casa de Deus é nossa e tem espaço para quem quer contribuir. Meu sentimento é de agradecimento a Deus. Tudo o que a gente faz para Deus retorna como coisa boa para a nossa vida. É um prazer fazer o que eu faço para Deus.”

Joaquim é casado com Isaura Soares da Silva e tem uma filha: Raquel Evangelista Silva, de 26 anos, que atualmente reside em Divinópolis, onde ele, orgulhoso, conta que ela estuda e trabalha há três anos. “A minha filha faz Publicidade. Vai se formar neste ano. Deus ajudou que ela arrumou um trabalho em um jornal, na área dela”, comentou o sacristão.