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Síndrome Respiratória Aguda Grave e Meningite

Enfermeira alerta sobre prevenção e cuidados

Publicada em: 18 de julho de 2019 às 10h21
Arcos
Saúde

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 13/07/2019) - Edição 2009

Em entrevista ao Jornal e Portal CCO na manhã de quinta-feira (11), a enfermeira Ângela Margarete Ribeiro, responsável pela Vigilância em Saúde no Município, alertou sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Já existem casos confirmados na região, a exemplo das cidades de Divinópolis, Santo Antônio do Monte, Bom Despacho e Campo Belo, de acordo com divulgação feita no Informe Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Minas Gerais referente à primeira semana de julho. Também há um caso em investigação na cidade de Formiga.

Em Arcos, até o momento, não houve caso confirmado para os vírus HINI ou H2N3 ou Síndrome Gripal Aguda Grave. Houve casos de Síndrome Gripal em monitoramento e investigação.

É muito importante que todos se preveniam, porque o vírus está em circulação. No período de férias, muitas pessoas viajam. Além disso, Arcos é uma cidade em que há grande circulação de pessoas de outras regiões.

 

Medidas Preventivas

Além da vacina, outras formas de prevenção são as seguintes: lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente após usar o banheiro, tossir ou espirrar (no caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel); beber bastante água (manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias); evitar locais com muitas pessoas e pouca circulação de ar; manter a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias frios; usar lenços de papel e sempre jogá-los no lixo; ao tossir ou espirrar, usar a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa; cobrir o nariz e a boca com lenço, ao tossir ou espirrar, e descartar o lenço no lixo após uso; crianças menores de 6 meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomeração de pessoas, como shoppings e ônibus; manter os ambientes limpos e arejados; nunca compartilhar objetos e utensílios de uso pessoal, como escova de dente, toalhas, copos e talheres; evitar tocar olhos, nariz ou boca.

A enfermeira orienta que não se deve tomar medicação sem orientação médica. Diante de qualquer sintoma de gripe, você deve ir à Unidade Básica de Saúde mais próxima.

“A Influenza pode agravar-se e levar ao óbito. Por isso é necessário uma atenção especial às síndromes gripais, mesmo que sejam aparentemente brandas, para que, ao menor sinal de agravo, sejam diagnosticadas e tratadas o quanto antes”. Essa orientação está no Boletim Epidemiológico da Vigilância em Saúde do Município.

No mesmo informativo, é relatado que a fase de maior chance de contaminação ocorre nos primeiros dois dias de sintomas, quando a influenza apresenta seu período de maior excreção do vírus, podendo permanecer até uma semana. É preciso diferenciar os casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):

 

Síndrome Gripal

De acordo com divulgação do Boletim Epidemiológico da Vigilância em Saúde do Município, a febre aparece de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta, e/ou um dos sintomas: cefaléia, mialgia ou artralgia Em crianças menores de 2 anos podem aparecer: febre, tosse, coriza ou obstrução nasal.

 

Síndrome Respiratória Aguda Grave

Os sintomas iniciam-se com quadro febril agudo, rinorréia, dor de garganta, disfonia (rouquidão), calafrios, mialgia e cefaleia. Pode acontecer em qualquer idade, apresentando, além dos sintomas anteriores, desconforto ao respirar e outros. As crianças podem apresentar inapetência, batimento da asa do nariz e dificuldade para respirar. Pode levar ao óbito.

 

Minas Gerais – Até a 27ª semana epidemiológica, primeira semana de julho de 2019, foram notificados 2.106 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG hospitalizado) no Estado.

Os municípios que já registram óbitos de SRAG por influenza foram Belo Horizonte (9), João Monlevade (2), Juiz de Fora (2), Minduri (2), Pedralva (2), Uberlândia (2), Além Paraíba (1), Andrelândia (1), Campo Belo (1), Conselheiro Lafaiete (1), Frutal (1), Itaúna (1), Joao Pinheiro (1), Lagoa Santa (1), Leopoldina (1), Mariana (1), Prata (1), Sabará (1), Santa Rita de Jacutinga (1), Santo Antonio do Aventureiro (1) e Timóteo (1). Entre as notificações de SRAG por Influenza, 74,6% dos casos e 79,4% dos óbitos tinham fator de risco identificado.

No Brasil, já foram notificados 18.237 casos da doença. Desses, 77,6% (14.159/18.237) possuem classificação final, dos quais 13,4% (1.896/14.159) foram classificadas como SRAG por influenza e 27,0% (3.826/14.159) como outros vírus respiratórios. Foram notificados 1.684 óbitos por SRAG, o que corresponde a 9,2% (1.684/18.237) do total de casos.

 

Mais de 500 crianças em Arcos não foram vacinadas contra a gripe

A 21ª Campanha de vacina contra o Influenza teve início em 10 de abril de 2019 e estendeu-se até o dia 31de maio de 2019. A meta da campanha era vacinar 90% do grupo prioritário: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos,  trabalhadores da área de saúde, professores, privados de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. Em Arcos, a cobertura foi de 93.7% entre os idosos, gestantes (87.76%), puérperas (87.50%), trabalhadores de saúde (113.64%), professores (84.70%), privados de liberdade (100%), funcionários do sistema prisional (100%) e pessoas com comorbidades (87.76%).

Quanto às crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura foi de 76.27%. De uma população de 2.377, 1813 foram vacinadas. A enfermeira Ângela Margarete Ribeiro lamenta e faz a orientação: “A vacina é uma responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança, e agora o Ministério Público vai cobrar. É uma irresponsabilidade não levar os filhos para vacinar”.
As vacinas que sobraram foram aplicadas nas pessoas que solicitaram a imunização quando houve a liberação para quem não integra os grupos prioritários. O Ministério da Saúde só fornece a vacina no período da campanha.

É importante que todos verifiquem os cartões de vacina e façam a atualização. Quem não tem o cartão deve ir à Unidade Básica de Saúde e providenciar o esquema vacinal. “Leiam, conversem com médicos conscientes, porque a vacina é realmente importante. Se eu não vacino, eu posso ficar doente e transmitir para os outros”, alerta.

 

Meningites – As vacinas são disponibilizadas para crianças menores de 1 ano, 1 ano e 11 anos (reforço). A cobertura em Arcos está em 98% para crianças de até 1 ano. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Foram registrados dois casos em Formiga, de Meningite C, que é a mais comum. A prevenção é a mesma da gripe.