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Em menos de 50 dias, SAMU em Arcos atendeu a 235 ocorrências com saídas de ambulâncias

No mesmo período, também foram feitas 181 orientações médicas sem necessidade de deslocamento

Publicada em: 01 de agosto de 2017 às 14h31
Saúde
Em menos de 50 dias, SAMU em Arcos atendeu a 235 ocorrências com saídas de ambulâncias

Entrevista coletiva realizada dia 26 de julho

O secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste (CIS-URG) esteve em Arcos no dia 26 de julho. Em entrevista coletiva, José Márcio Zanardi apresentou um relatório dos atendimentos realizados na Base Descentralizada do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Arcos, inaugurada dia 7 de junho.

Segundo José Zanardi, do dia 7 de junho a 26 de julho (49 dias), houve 235 ocorrências com saídas de ambulâncias para atendimento e mais 181 orientações médicas, sem necessidade de deslocamento. Quando não existe a necessidade de ambulância, a pessoa que está ligando é orientada e geralmente a situação é resolvida por telefone mesmo. Do total de 235 ocorrências, 224 foram feitas pela Unidade de Suporte Básico (USB) e 11 foram feitos pela Unidade de Suporte Avançado (USA) – “UTI”.

O SAMU em Arcos não dispõe de Unidade de Suporte Avançado. Do total dos 11 atendimentos citados, nove foram feitos pela USA que está em Formiga; um foi feito pela USA de Divinópolis e um pela USA de Luz. Essas unidades de suporte avançado vêm com médico e técnico em enfermagem. Segundo o secretário executivo do CIS-URG, uma USA custa aproximadamente R$120 mil mensais ao Consórcio Intermunicipal de Saúde. Já uma USB custa aproximadamente R$40 mil mensais.

Nas circunstâncias em que a USB (Unidade de Suporte Básico) estiver empenhada em algum caso grave, é feito o deslocamento de ambulâncias de outras cidades para dar suporte em Arcos, por meio do sistema regional do SAMU. Nesse período de 49 dias contados a partir de 7 de junho, foram solicitadas para atendimentos em Arcos a USB de Formiga (duas vezes) e a USB de Lagoa da Prata (uma vez).

O tempo previsto para atendimento, contado a partir da ligação 192 até a ambulância chegar ao local, aqui na região, seria uma média de 40 minutos. De 7 de junho até dia 26 de julho, o atendimento médio está em 16 minutos. No cálculo dessa média de “tempo de resposta” é considerado o período gasto em casos de transferências inter-hospitalares (por exemplo, deslocamento do paciente para outra unidade hospitalar com mais recursos).

 

Solicitantes precisam responder a um questionário para otimizar o atendimento

A assessora de comunicação do SAMU,Ana Lúcia, também esteve em Arcos no dia 26 de julho e comentou sobre a importância de o solicitante responder às perguntas feitas no momento em que a ligação para o 192 é atendida na Central em Divinópolis. “São feitas perguntas essenciais como seu endereço, nome, idade, o estado de saúde, se o solicitante está próximo da vítima e outras”.

Ana Lúcia também esclareceu que o SAMU não é um serviço de remoção, táxi ou resgate apenas. Portanto, o serviço é diferente do que é prestado por ambulâncias sanitárias dos Municípios, que podem ir imediatamente buscar o paciente, sem solicitar informações. “Nas cidades pequenas tem a cultura de acionar as ambulâncias do Município, que são essas ambulâncias sanitárias que fazem as remoções. Nós não somos um serviço de remoção, táxi ou resgate apenas. Nossas ambulâncias são totalmente equipadas para atendimento”, explicou, justificando a necessidade de se fazer perguntas quando a solicitação é feita pelo telefone. No momento em que o solicitante liga, é que o médico regulador empenha uma Unidade de Suporte Básico (USB) ou uma Unidade de Suporte Avançado (USA), por isso é importante responder ao que for perguntado. Dependendo da necessidade, será encaminhada uma Unidade de Suporte Avançado, sendo que a mais próxima fica em Formiga, ou outros órgãos também poderão ser acionados. Também foi ressaltado que o SAMU é um serviço regional. Não é Municipal. O atendimento é feito com a ambulância que está mais próxima do local.

No caso de Arcos, a ambulância que fica na Base Descentralizada do SAMU é uma Unidade de Suporte Básico (USB), que é tripulada por um técnico de enfermagem e um condutor socorrista. A assessora afirmou que são profissionais de saúde treinados e aptos a prestar atendimento no local, inclusive medicar. “Estão o tempo todo em contato com a nossa Central de Regulação das Urgências em Divinópolis, onde tem um médico acompanhando. Às vezes vocês vão ver que o condutor está no celular. Ele está repassando o estado de saúde do paciente, preenchendo dados importantes para que o médico regulador tenha ciência do fato. Ele é o olho do médico”, explicou, acrescentando que se precisar medicar, o médico vai dizer qual é o medicamento necessário e o procedimento será feito.

 

SAMU é um atendimento móvel pré-hospitalar; não se limita ao resgate

José Zanardi, secretário executivo do CIS-URG, salientou que o SAMU é um atendimento móvel pré-hospitalar, como se fosse um “pronto socorro”. “As pessoas estão muito acostumadas com serviço de resgate de pacientes. Então isso gera certo conflito em relação ao que é o SAMU. SAMU tem sua concepção de atendimento móvel pré-hospitalar”.

De acordo com o que foi relatado durante a coletiva, as USAs (Unidades de Suporte Avançado) têm todos os equipamentos necessários para dar um suporte no próprio local, como se fosse um leito de UTI. O SAMU não transporte paciente instável, primeiro é necessário estabilizá-lo no local do atendimento e em seguida, o médico regulador, com as informações da equipe, vai destinar esse paciente a uma unidade hospitalar adequada, se for necessário. Essa estabilização do paciente representa um ganho no procedimento a ser feito no hospital, que pode significar a própria vida ou a diminuição de uma sequela.

Há casos em que o paciente recebe alta dentro da própria ambulância, depois de ser medicado e se recuperar, por exemplo, de um quadro de hipertensão. Nesses casos o paciente é orientado a procurar uma unidade básica de saúde, posteriormente, para consulta.

 

 Integração de ações entre SAMU e Corpo de Bombeiros

O SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193) de Formiga realizaram, no dia 28 de julho, um workshop de integração de ações para potencializar atendimentos de urgência e emergência envolvendo as duas equipes na região, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação.

Segundo informações do secretário executivo do CIS-URG, José Zanardi, durante a entrevista coletiva realizada em Arcos dia 26 de julho, a Central de Operações de Divinópolis, dos Bombeiros, funcionará junto com a Central 192. Os atendimentos do 193 e 192 serão feitos na mesma sala. Será uma forma de impedir que os recursos sejam dispensados em duplicidade, porque há casos em que no local solicitado chegam uma ambulância do SAMU, a PM e os bombeiros. Dessa forma, estão sendo dispensados três recursos públicos para um único atendimento, enquanto outro local fica sem atendimento.