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Esteatose hepática: o fígado gorduroso

Publicado em: 18 de setembro de 2017 às 08h36
Saúde

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 16/09/2017) - Edição 1913

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Trata-se de um acúmulo anormal de gorduras dentro do fígado, que vai ficando maior, inchado, de cor alterada (passando de vermelho-vivo para amarelado), incapaz de desempenhar adequadamente suas funções, podendo em algumas situações evoluir para a temida cirrose hepática.

É uma doença muito relacionada aos maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação rica em gorduras e carboidratos, abuso de bebidas alcoólicas e ganho de peso. Também é mais comum em portadores de diabetes e dislipidemias (aumento de colesterol e triglicérides). Costuma ser assintomática, sendo que na maioria dos casos é descoberta por acaso, durante um exame clínico ou na realização de exames de imagem por outros motivos (ultra-som, tomografia, etc.).

 


Riscos para a saúde
O fígado é responsável pela produção de vários hormônios, ajuda na digestão de alimentos, armazena vitaminas e minerais, além de ser um órgão eliminador de substâncias impuras do nosso organismo. Quando está danificado, várias substâncias tóxicas se acumulam em nosso corpo, comprometendo nossa saúde.

Pessoas portadoras de esteatose hepática têm um maior risco de desenvolverem intoxicações por bebidas alcoólicas e medicações.

A esteatose, se não tratada, pode levar a inflamação do fígado, conhecida como hepatite. A hepatite por sua vez pode evoluir para a cirrose hepática se não revertida a tempo.

Sempre que uma pessoa apresenta esteatose, uma coisa é certa: seu organismo está dando um sinal de que todo o metabolismo não está bem e que outros órgãos podem estar também alterados. Pacientes com esteatose estão a um passo de desenvolverem diabetes, hipertensão arterial e sérios danos no coração e cérebro, com riscos de angina, infarto e derrames.

Tratamento e prevenção
A forma de tratamento vai depender da causa e da gravidade do problema. O primeiro passo é saber a fase em que se encontra o dano no fígado. Exames são necessários para se descartar hepatite, cirrose inicial, além de problemas associados à esteatose, como diabetes, hipertensão e dislipidemias.

Em alguns casos, mudanças de estilo de vida, como alimentação balanceada, abandono do alcoolismo, atividade física regular e controle do peso são suficientes.

Existem medicações que vêm sendo utilizadas em alguns casos para ajudar a reverter o dano no fígado. No entanto, o estilo de vida saudável é a parte principal do tratamento e da prevenção. Como dito anteriormente, a esteatose é um aviso de que todo o organismo está sofrendo. Não é possível prever como vai ser a evolução na saúde do paciente. Portanto, uma vez diagnosticada a esteatose, o tratamento deve ser instituído o mais rápido possível.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468