Fiemg 2

Hipertireoidismo

Publicado em: 25 de março de 2019 às 08h46
Saúde

(Artigo publicado pelo Jornal CCO impresso em 15/03/2019) - Edição 1992

Dr. Tarcísio Narcísio Silva

É uma doença onde a glândula tireoide, localizada no pescoço, passa a produzir uma quantidade excessiva de seus hormônios. Os hormônios da tireoide são importantes para o perfeito funcionamento de todo nosso organismo. No entanto, seu excesso no sangue prejudica o trabalho de diversos órgãos, podendo inclusive comprometer a vida. É mais comum em mulheres adultas, mas pode acometer também homens e crianças.

Sintomas:

Geralmente os pacientes desenvolvem quadro de taquicardia, palpitações, calor excessivo, tremores, nervosismo, insônia, agitação, perda de peso. Em certos casos, a tireoide aumenta de tamanho, formando o BÓCIO (“papo”).

Em algumas pessoas, leva a perda de massa óssea e osteoporose.

Pessoas predispostas desencadeiam sérios problemas psiquiátricos, como depressão, psicoses, ansiedade extrema e fobias.

Mulheres grávidas com hipertireoidismo têm maior chance de apresentarem parto prematuro, eclampsia, aborto e baixo peso do feto.

Em crianças, pode desencadear alterações do comportamento, crescimento acelerado e puberdade precoce.

As complicações mais graves são as arritmias cardíacas, que podem ser fatais.

Quais as causas?

A principal causa é hereditária, mas portadores de nódulos na tireoide estão mais predispostos a desenvolverem hipertireoidismo. Algumas medicações, infecções virais, certos tipos de reumatismo e excesso de iodo na alimentação (presente no sal de cozinha e frutos do mar) também podem desencadear hipertireoidismo.

Como é o tratamento?

Geralmente o tratamento inicial consiste no uso de medicações que bloqueiam a produção de hormônios pela tireoide ou que reduzem a inflamação dessa glândula. Tudo vai depender do exame clinico e exames laboratoriais.
Dependendo do caso, pode ser necessário tratamento com iodo radiativo (iodo-131), capaz de diminuir a produção de hormônios pela tireoide.  Este é um tratamento sem grandes riscos, que é feito por via oral, porém com o paciente internado.

Em raros casos, pode ser necessária cirurgia da tireoide, geralmente quando os tratamentos anteriores falham.

Saúde por Dr. Tarcísio Narcísio Silva

Médico Endocrinologista e Metabologista - CRM 36.468