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Caso suspeito de Coronavírus em Córrego Fundo

Nota de Esclarecimento da Secretaria Municipal de Saúde de Córrego Fundo

Publicada em: 03 de março de 2020 às 10h12
Geral

Crédito: OMS

Caso suspeito de Coronavírus em Córrego Fundo

Diante dos comentários referentes à suspeita de caso de Coronavírus na cidade de Córrego Fundo, publicamos a Nota de Esclarecimento da Secretaria Municipal de Saúde:


“Seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, vem a público informar que foi notificado um caso suspeito do Coronavírus. A notificação foi necessária pelo fato da paciente estar apresentando sintomas gripais leves, porém, retornou de viagem da Itália, no último dia 28 de fevereiro.

Douglas Luís de Araújo, coordenador epidemiológico, informa que o material para o exame para confirmação ou descarte da doença já foi coletado e que as medidas preventivas, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, também já foram adotadas. A paciente está em isolamento/monitoramento domiciliar conforme recomendado.

A secretária de Saúde, Keli Cristina da Silva, informa à população que não há motivos para se alarmarem e, sim, para que as medidas de prevenção sejam mantidas. Ainda ressalta que não houve nenhuma mudança na funcionalidade dos serviços de saúde e que todas as equipes estão treinadas para o atendimento de qualquer caso suspeito”.

 

ARCOS – No Município de Arcos, segundo a enfermeira Ângela Costa, responsável pela Vigilância em Saúde, já está sendo feito o Plano de Ação de Prevenção ao Coronavírus. De acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde, não existem casos suspeitos na cidade e não há indicação de isolamento domiciliar.

 

Veja, abaixo, algumas informações que constam no Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus (2019-nCoV) – Ministério da Saúde

O novo Coronavírus (2019-nCoV) é um vírus identificado como a causa de um surto de doença respiratória detectado pela primeira vez em Wuhan, China.

 

Caso Suspeito

Situação 1: Febre[1] E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU

Situação 2:Febre1E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (2019-nCoV), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; ou suspeito para o coronavírus (2019-nCoV), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU

Situação 3:Febre1 OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e contato próximo de caso confirmado de coronavírus (2019-nCoV) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

 

OBS.: Febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico.

 

Entende-se como contato próximo uma pessoa envolvida em qualquer uma das seguintes situações:

  1. Estar a dois metros de um paciente com suspeita de caso por 2019-nCoV, dentro da mesma sala ou área de atendimento (ou aeronaves ou outros meios de transporte), por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual.
  2. Cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver em uso do EPI recomendado.

 

Período de Incubação

O período médio de incubação da infecção por coronavírus é de 5.2 dias, com intervalo que pode chegar  até 12.5 dias.

 

Período de Transmissibildiade 

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do Novo Coronavírus (2019-nCoV) sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informação suficiente que defina quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

 

Manifestações Clínicas

O espectro clínico da infecção por coronavírus é muito amplo, podendo variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. No entanto, neste novo coronavírus não está estabelecido completamente o espectro, necessitando de mais investigações e tempo para caracterização da doença.

Segundo os dados mais atuais, os sinais e sintomas clínicos referidos são principalmente respiratórios. O paciente pode apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar. Em avaliação recente de 99 pacientes com pneumonia e diagnóstico laboratorial de 2019-nCoV internados no hospital de Wuhan, aponta-se maior taxa de hospitalização em maiores de 50 anos, sexo masculino. Os principais sintomas foram febre (83%), tosse (82%), falta de ar (31%), dor muscular (11%), confusão (9%), dor de cabeça (8%), dor de garganta (5%), rinorréia (4%), dor no peito (2%), diarréia (2%) e náusea e vômito (1%).

 

Complicações 

As complicações mais comuns são Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG (17-29%), lesão cardíaca aguda (12%) e infecção secundária (10%). A letalidade entre os pacientes hospitalizados variou entre 11% e 15%.

 

Medidas de Prevenção e Controle

A implementação de precauções padrão constitui a principal medida de prevenção da transmissão entre pacientes e profissionais de saúde e deve ser adotada no cuidado de todos os pacientes (antes da chegada ao serviço de saúde, na chegada, triagem, espera e durante toda assistência prestada) independentemente dos fatores de risco ou doença de base, garantindo que as políticas e práticas internas minimizem a exposição a patógenos respiratórios, incluindo o 2019-nCoV.

Como atualmente não existe vacina para prevenção de infecção por 2019-nCoV, a melhor maneira de prevenir é evitar a exposição ao vírus. Devem ser reforçadas ações preventivas diárias que possam auxiliar na prevenção de propagação de vírus respiratórios:

  • Higiene frequente das mãos com água e sabão ou preparação alcoólica.
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável.
  • Ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

 

Outras informações divulgadas pelo Ministério da Saúde

• Os contatos próximos de uma pessoa com suspeita de coronavírus (2019-nCoV) devem ser acompanhados e monitorados quanto à apresentação de sinais e sintomas; e

• Na presença de sinais e sintomas, orientar que procure o serviço de saúde para avaliação e encaminhamento.

* Contato próximo é definido como: estar a aproximadamente 2 metros ou menos da pessoa com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.