Vende-se Apartamento

Pontos de encontro dos jovens de Arcos nas décadas de 1960 a 1990

Qual deles sua geração frequentou?

Publicada em: 09 de janeiro de 2019 às 14h09
Arcos
História de Arcos
Recortes do Tempo - Histórias de Arcos

(Matéria publicada pelo Jornal CCO impresso em 05/01/2019) - Edição 1982

No contexto do projeto ‘Recortes do Tempo – Histórias de Arcos’, nesta edição o idealizador, Dalvo Macedo, resgata os nomes dos locais onde os jovens de Arcos se divertiam entre as décadas de 1960 e 1990.

Ele conta que no jardim da praça Floriano Peixoto, homens caminhavam à direita e mulheres caminham à esquerda, com a finalidade de se encontrarem.

Havia “Hora Dançante” em casas de família. O som era das vitrolas.

Outro costume frequente era ir ao cinema no CINE Arcos. Na saída, houve uma época que sempre se ouvia a música Nathalie – The Fevers – “Tudo é triste em meu viver/Não consigo nem sonhar/Eu não queria te perder/Pois teu amor é tudo para mim... Nathalie, Nathalie/Não estás mais aqui...”, relembra Dalvo.

Frequentar o Arcos Clube também era costume entre os jovens já na década de 1960.

Gamelão (onde hoje é a loja Eletrozema), era outro ponto de encontro.

O Chapéu de Palha era a boate frequentada pelos jovens na década de 1970.

Também vale a pena lembrar os bares Zepelim, na avenida Governador Valadares; Caravela (em frente à Prefeitura, onde é uma padaria); Monte Carlo (na rua Getúlio Vargas, em frente ao posto de combustíveis), onde havia Hora Dançante; Grêmio Recreativo de Calciolândia; Rancho do Abel – ao lado da Fundação Laura Andrade – em frente à antiga escola de Calciolândia; Tio Patinhas, na praça Floriano Peixoto; bar e boate Varanda, na  rua Getúlio Vargas, ao lado da Casa de Cultura (o bar continua ativo); Patropi em Pains; Boate Arco Íres (que funcionava na esquina da rua Getúlio Vargas com a rua São Geraldo); Tom Bege e Tom Mix (na praça Floriano Peixoto).

Se você frequentou algum desses lugares e tem histórias para contar, envie para o CCO, pelo e-mail: portalcco@gmail.com. Envie também fotos desses locais ou de sua época de juventude.

O Cinema de Arcos

Em reportagem publicada no Jornal Portal, edição de fevereiro de 2003, assinada por Cláudia Silva, José Henrique Silva e Sônia Rodrigues, e também postada em 2006 no blog  http://silvaclaudia.blogspot.com, está publicada uma foto de 1917 do Cine Arcos e uma reportagem bem interessante sobre o cinema de Arcos, que era localizado na praça Floriano Peixoto. Veja um resumo do texto:

“[...] O ‘Cine-teatrinho’, como era chamado, na verdade foi criado com intuito de se ter um espaço para o teatro. O idealizador e construtor do prédio foi José Guimarães, que mais tarde passou a direção do empreendimento para Pedro Honório Dias. Em 1935, o “Cine-teatrinho” foi vendido para o médico Osório de Souza Oliveira. Naquela época era comum os donos de cinema contratarem bandas de música para acompanharem os filmes. Osório criou uma sociedade com os irmãos Pedrosa, Lazinho e Zizico, para comprar os filmes. Depois a sociedade foi rompida e o cinema parou, até Osório conhecer José Nascimento, um empresário que trabalhava em uma distribuidora de filmes em São João Del Rey. Ele convidou-o a incorporar o cinema à empresa. Pouco tempo depois, Osório vendeu o cinema a José Nascimento. A administração foi passada em 1960 a José Alves Teixeira Filho, (José Laranjeira), que fez uma boa reforma e instalou equipamentos importados da Holanda. Os filmes mais apresentados eram os nacionais, como o dos “Trapalhões”, do “Oscarito”, do “Mazzaropi”, e os internacionais com Elvis Presley. O cinema foi desativado em 1994 [...]”.